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Mato Grosso do Sul, 1 de março de 2024
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Acordo entre Israel e o grupo Hamas para libertar reféns pode sair hoje, segundo fontes

O acordo exigiria a libertação de 50 mulheres e crianças, em troca de uma pausa de quatro a cinco dias nos combates
Familiares, amigos e apoiadores de israelenses feitos reféns durante ataques do Hamas em 7 de outubro protestam em Latrun
Familiares, amigos e apoiadores de israelenses feitos reféns durante ataques do Hamas em 7 de outubro protestam em Latrun

O Catar espera anunciar ainda hoje (21) um acordo para libertar os reféns que estão sob domínio do Hamas, desde o ataque de 7 de outubro. Em troca, Israel deve garantir uma pausa nos combates, segundo uma fonte diplomática e outra fonte familiarizada com as negociações.

Autoridades dos Estados Unidos disseram que, embora o acordo ainda não tenha sido concluído, fontes ligadas às negociações estão cada vez mais otimistas e acreditam que as muitas semanas de trabalho estão prestes a ser recompensadas com a libertação de reféns.

“Está muito perto”, disse um alto funcionário dos EUA.

Duas fontes israelenses também dizem que um acordo poderá ser anunciado ainda hoje. A libertação dos prisioneiros precisa ser aprovada pelo governo israelense, mas a previsão é de que não haja contestações.

O acordo exigiria a libertação de 50 mulheres e crianças, em troca de uma pausa de quatro a cinco dias nos combates. A proposta prevê também a libertação de três prisioneiros palestinos para cada refém libertado, de acordo com diversas fontes.

Nos termos do acordo, o Hamas também libertaria mulheres e crianças, além das 50 pessoas já previstas na proposta. O grupo radical insistiu que só poderia prosseguir com a ação depois que um cessar-fogo total estivesse em vigor.

A pausa nos combatentes poderia ser prolongada para que mais reféns fossem liberados.

As pessoas que poderiam sair de Gaza são de várias nacionalidades. Entre elas, uma criança americana, Abigail Edan, de 3 anos a mais jovem refém cujos pais foram mortos pelo Hamas, segundo familiares.

Segundo fontes, durante os dias em que os combates forem interrompidos, Israel vai deixar de lançar drones sobre o norte de Gaza, durante pelo menos seis horas por dia.

Fontes diplomáticas e funcionários do governo, incluindo o presidente dos EUA, Joe Biden, adotaram nos últimos dias um tom mais otimista sobre o progresso das negociações.

Mas, o risco é grande, uma vez que qualquer acordo poderá ser prejudicado pelos acontecimentos no campo de batalha em Gaza.

Na noite desta segunda-feira (20), o líder do Hamas disse em comunicado que os lados estão “perto de chegar a um acordo de trégua”.

O último avanço surge apenas um dia depois de o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o gabinete de guerra terem se reunido com as famílias dos reféns.

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