Marcelly Marcia Franca Almeida, que morreu ao procurar por atendimento médico na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande, na tarde desta terça-feira, dia 23 de janeiro, esperou por atendimento por cerca de duas horas, alegam familiares. Eles dizem ainda que houve negligência médica, por parte da unidade de saúde.
Marli Lopes, tia da paciente, disse que Marcelly chegou à unidade com fortes dores no peito por volta das 12 horas, passou pela triagem e teve que aguardar cerca de duas horas até ser atendida.
“Foi feita a ficha cadastral na recepção, ela esperou por horas e não resistiu. Falaram que não era nada. A médica atendeu ela e falou que não é nada. Ela comprou o diploma?”, disse a familiar em mensagem de áudio.
O Marido de Marcelly, junto com uma advogada, disse na delegacia que a esposa chegou passando mal na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino por volta das 13h desta terça-feira (23). Segundo consta no registro policial, ela estava com diarreia, vômito, queixava-se de dores no peito e dificuldades de respirar.
O outro lado
A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) lamentou a morte e informou por meio de nota que a paciente estava em observação dentro da unidade, no entanto, houve piora no quadro clínico. Ainda segundo a pasta, Marcelly permaneceu em observação sendo medicada e com os sinais vitais monitorados no setor de estabilização da unidade.
“Na sala de emergência, devido a piora do estado clínico, a paciente evoluiu com uma parada cardíaca sendo intermediada pela equipe de emergência, porém sem sucesso. Todos os procedimentos aconteceram dentro do tempo protocolar conforme a classificação de risco”, diz o comunicado.
A causa da morte ainda é desconhecida. A secretaria pontuou que aguarda os resultados de exames para a fechar um diagnóstico.