Mato Grosso do Sul, 24 de junho de 2026
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Atentado a tiros em Ponta Porã deixa dois homens feridos em frente a conveniência na fronteira com o Paraguai

Ataque repentino em bairro residencial reforça clima de insegurança na região de fronteira e mobiliza autoridades policiais em busca dos suspeitos
Local onde os homens estavam sentados e foram atacados a tiros (Foto: Reprodução)
Local onde os homens estavam sentados e foram atacados a tiros (Foto: Reprodução)

A tarde desta segunda-feira foi marcada pela violência em Ponta Porã, cidade sul-mato-grossense localizada na fronteira com o Paraguai. Dois homens foram atingidos a tiros enquanto consumiam bebidas em frente a uma conveniência e barbearia situada no Bairro Jardim Marambaia. O episódio, ocorrido em plena luz do dia, voltou a evidenciar a tensão permanente que envolve a fronteira e a facilidade com que crimes armados são executados na região.

As vítimas foram identificadas como Adalberto Cruz Gomes, de 26 anos, e Elivandro Matos de Lima, de 36. Segundo informações preliminares, ambos conversavam e bebiam cerveja em frente ao estabelecimento quando uma motocicleta se aproximou. Nela estavam dois homens, sendo que o passageiro sacou uma arma e iniciou uma sequência de disparos na direção das vítimas, sem qualquer aviso prévio.

Surpreendidos, Adalberto e Elivandro tentaram se proteger, mas foram atingidos. Testemunhas relataram que o ataque foi rápido e que os disparos provocaram pânico entre as pessoas próximas ao local. Minutos depois, os atiradores retornaram e efetuaram novos tiros, o que reforça a hipótese de que o objetivo era a execução de um dos alvos.

Durante o ataque, um familiar de Elivandro, que se encontrava em uma residência nos fundos do imóvel, ouviu os disparos e correu até a frente da conveniência. Ao encontrar o parente caído, tentou arrastá-lo para dentro do estabelecimento, mas precisou se abrigar novamente quando os atiradores voltaram. Em seguida, a dupla fugiu em alta velocidade.

Elivandro foi socorrido pelo irmão e encaminhado em estado grave ao Hospital Regional de Ponta Porã. Já Adalberto recebeu os primeiros atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e também foi levado ao mesmo hospital, apresentando ferimento em uma das mãos. Ambos permanecem sob observação médica.

A perícia técnica foi acionada e recolheu no local várias cápsulas de pistola calibre nove milímetros, o que indica o uso de armamento de alta potência. A Polícia Civil iniciou as investigações e trabalha com a hipótese de tentativa de execução. Informações extraoficiais apontam que Elivandro já teria sobrevivido a outro atentado, o que pode reforçar a tese de acerto de contas.

O bairro Jardim Marambaia, onde ocorreu o ataque, é uma área mista de residências e pequenos comércios, e episódios de violência armada não são raros na região. A proximidade com a linha internacional de fronteira torna Ponta Porã um ponto sensível para ações criminosas relacionadas a grupos armados e ao tráfico. A fuga rápida dos suspeitos para o lado paraguaio é uma possibilidade considerada pelas autoridades, o que pode dificultar as investigações.

Agentes da Polícia Militar e da Polícia Civil permanecem em diligência para identificar os autores do crime e entender as motivações do atentado. As imagens de câmeras de segurança instaladas na conveniência e nas imediações deverão ser analisadas para auxiliar na elucidação do caso.

O episódio reforça a sensação de vulnerabilidade enfrentada pelos moradores de Ponta Porã, onde ataques desse tipo, muitas vezes ligados a disputas territoriais e ao crime organizado transnacional, se tornaram mais frequentes nos últimos anos. As autoridades locais afirmam que o combate à criminalidade na fronteira exige integração entre as forças policiais brasileiras e paraguaias, dada a facilidade de fuga e a natureza transfronteiriça dos delitos.

Enquanto a investigação avança, a população local volta a conviver com o medo e a expectativa de justiça, em um contexto que desafia as forças de segurança e expõe a complexidade de se manter a ordem em uma das regiões mais conflituosas do país.

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