Mato Grosso do Sul, 24 de junho de 2026
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VÍDEO: Chuva intensa transforma cidades do sul de Mato Grosso do Sul e provoca alagamentos em estradas

Temporal atinge diversos municípios, eleva volumes acumulados e coloca Defesa Civil em estado de atenção para risco de enxurradas, alagamentos e queda de granizo
Também chove forte em Dourados, mas Defesa Civil ainda não registra estragos na cidade
Também chove forte em Dourados, mas Defesa Civil ainda não registra estragos na cidade

A região sul de Mato Grosso do Sul enfrenta nesta quarta-feira uma das chuvas mais intensas do mês, com precipitações volumosas, alagamentos, forte enxurrada e transtornos em rodovias. O acumulado mais expressivo foi registrado em Deodápolis, que ultrapassou a marca de 120 milímetros nas primeiras horas do dia, impondo tensão ao cenário climático e afetando rotinas de moradores da zona rural.

Em Ivinhema, a situação se agrava com rapidez. A força da água tomou completamente a MS-141, na saída para Angélica, transformando o fluxo de veículos em um risco imediato. A chuva, acompanhada de ventos superiores a 47 quilômetros por hora, provocou enxurradas repentinas, comprometendo a visibilidade e dificultando a circulação tanto de motoristas quanto de pedestres. A via permanece sob observação constante das equipes municipais devido ao risco de novas correntes de água sobre o asfalto.

Em Dourados, o temporal começou ainda na madrugada, acumulando mais de cinquenta milímetros de chuva em poucas horas. O vento, que ultrapassou trinta quilômetros por hora, trouxe preocupação aos moradores de bairros já conhecidos por pontos de alagamento. Até o início da manhã, não havia registro oficial de danos estruturais, mas a Defesa Civil permanece em monitoramento contínuo, sobretudo por conta da previsão de nuvens carregadas ao longo do dia.

Angélica, cidade vizinha a Ivinhema, também registra acumulado elevado, ultrapassando cem milímetros, cenário que indica saturação do solo e maior probabilidade de deslizamentos em áreas vulneráveis. Aral Moreira, Sete Quedas, Amambai, Fátima do Sul, Caarapó, Ponta Porã, Iguatemi, Laguna Carapã, Mundo Novo e Itaporã estão entre os municípios que somam acumulados significativos, variando entre trinta e setenta milímetros, reforçando a abrangência da instabilidade que domina a região.

A chuva avançou ainda para cidades como Nova Andradina, Naviraí, Dois Irmãos do Buriti, Bataguassu e Paranaíba, indicando que a instabilidade não se limita ao sul do estado. O espalhamento da frente úmida eleva o alerta para enchentes rápidas, queda de galhos, dificuldades no trânsito e danos em áreas rurais onde a drenagem natural é insuficiente para suportar precipitações tão intensas.

A Defesa Civil estadual reforça que, diante de tempestades, alagamentos, queda de granizo e ventos fortes, os moradores devem evitar áreas de risco, manter distância de estruturas frágeis, desligar equipamentos elétricos durante descargas atmosféricas, não enfrentar correntezas e procurar abrigo seguro imediatamente. A orientação é que motoristas redobrem a atenção em rodovias com possibilidade de acúmulo de água e que a população acompanhe atualizações sobre a evolução do clima ao longo do dia.

A recomendação faz parte do protocolo preventivo adotado para minimizar acidentes durante eventos extremos, uma vez que a combinação entre solo encharcado, tempestades intensas e rajadas de vento aumenta o risco de quedas de árvores, interrupção de estradas e danos à rede elétrica. Há também atenção especial para a possibilidade de granizo, fenômeno comum na região quando há grande instabilidade atmosférica.

A previsão indica continuidade das chuvas nas próximas horas, com possibilidade de novos volumes expressivos em localidades já sobrecarregadas pela água acumulada. A persistência do mau tempo pode agravar alagamentos urbanos, comprometer acessos rurais e gerar prejuízos em áreas de produção agrícola, especialmente nas regiões de plantio que dependem de manejo adequado para evitar erosão e perda de solo.

O cenário reforça a necessidade de planejamento preventivo e de infraestrutura capaz de suportar condições climáticas extremas, que se tornam cada vez mais frequentes no estado. Técnicos alertam que, sem investimentos em drenagem eficiente, recuperação de estradas e políticas públicas integradas, episódios como o desta quarta-feira tendem a se repetir com maior impacto sobre a população.

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