Mato Grosso do Sul, 13 de julho de 2026
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Denúncia de estupro na UTI do Hospital Regional mobiliza polícia e provoca apuração rigorosa em Campo Grande

Paciente afirma ter sofrido violência sexual durante internação em unidade de terapia intensiva; caso é investigado e hospital diz prestar acolhimento à vítima enquanto acompanha as investigações

Uma grave denúncia registrada em Campo Grande mobilizou as autoridades policiais e a direção do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul após uma paciente afirmar ter sido vítima de violência sexual enquanto permanecia internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da instituição. O caso, que é tratado como estupro de vulnerável, passou a ser investigado pelas autoridades competentes e também motivou a adoção de medidas administrativas por parte do hospital.

A vítima, uma mulher de 27 anos, relatou que estava internada na UTI em razão de complicações relacionadas à gestação e ao período pós-parto quando teria sofrido o abuso. Segundo o registro policial, ela permaneceu hospitalizada sob cuidados intensivos devido ao seu estado de saúde, recebendo acompanhamento permanente da equipe médica e de enfermagem.

De acordo com a denúncia apresentada à polícia, o principal suspeito é um técnico de enfermagem, de 52 anos, que integrava a equipe responsável pelo atendimento da paciente durante o período de internação. Conforme o relato, o profissional teria mantido contato com familiares da jovem durante sua permanência no hospital e informado que conhecia pessoas da família.

Ainda conforme a ocorrência, durante um dos plantões, o suspeito participou dos procedimentos de higiene da paciente juntamente com outra profissional da equipe. Em outro momento, ele teria retornado ao leito para administrar medicamentos.

Segundo o relato da vítima às autoridades, após a aplicação de um segundo medicamento, ela passou a apresentar forte sonolência. Quando recuperou parcialmente a consciência, afirmou ter percebido que estava sendo vítima de violência sexual praticada pelo técnico de enfermagem.

A paciente declarou que, ao notar que ela havia despertado, o suspeito deixou rapidamente o local. A denúncia sustenta que o episódio ocorreu enquanto ela permanecia internada na unidade de terapia intensiva, em condição de extrema vulnerabilidade física.

Após a troca da equipe de plantão, a mulher conseguiu relatar o ocorrido a outra profissional que passou a prestar atendimento. Diante da gravidade da denúncia, a funcionária comunicou imediatamente a situação à equipe responsável, acionando uma enfermeira e também a psicóloga da unidade para prestar o primeiro acolhimento à paciente.

Posteriormente, a jovem foi transferida da Unidade de Terapia Intensiva para um quarto do hospital, onde passou a permanecer acompanhada por familiares durante sua recuperação.

Depois da comunicação dos fatos às autoridades, a ocorrência foi registrada na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que instaurou investigação para apurar todas as circunstâncias do caso. Além do registro criminal, também foi solicitado o deferimento de medidas protetivas de urgência contra o profissional apontado pela vítima como autor da violência.

A investigação deverá reunir depoimentos, documentos, prontuários médicos, registros internos da unidade hospitalar e demais elementos considerados importantes para esclarecer o que ocorreu durante o período de internação da paciente. O procedimento também buscará verificar todas as circunstâncias relacionadas ao atendimento prestado e à atuação dos profissionais envolvidos.

O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul informou que tomou conhecimento da denúncia assim que o caso foi comunicado e que iniciou imediatamente os procedimentos internos para apuração dos fatos. A instituição declarou ainda que está oferecendo acolhimento, assistência e suporte à paciente, além de acompanhar todas as etapas da investigação conduzida pelas autoridades competentes.

Em manifestação oficial, o hospital afirmou confiar no trabalho dos órgãos responsáveis pela investigação e destacou que todas as providências cabíveis estão sendo adotadas para o completo esclarecimento da denúncia. A instituição também ressaltou que os fatos serão apurados dentro do devido processo legal e que eventuais responsáveis deverão responder conforme determina a legislação.

O caso segue sob investigação policial. Até a conclusão das apurações, a denúncia será analisada pelas autoridades responsáveis, que irão avaliar todas as provas e os elementos reunidos durante o inquérito antes de eventual responsabilização criminal.

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