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Mato Grosso do Sul, 24 de fevereiro de 2024
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Entenda o que é o FirstMile, sistema que, segundo a PF, foi usado pela Abin para espionagem ilegal

As máquinas da Abin nas quais era usado o sistema foram formatadas, mas a PF já conseguiu restaurar um backup e descobriu que foi usado um software para apagar os dados dos monitoramentos
Imagem - Hugo Barreto
Imagem - Hugo Barreto

Com o sistema de monitoramento First Mile, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) monitorou alvos em bairros ricos do Rio de Janeiro e de Brasília durante as eleições municipais de 2020, o que reforça a suspeita da Polícia Federal (PF) de uso político e ilegal da ferramenta.

A Polícia Federal descobriu que o programa foi usado para monitorar alvos em bairros nobres do Rio de Janeiro durante a eleição de 2020 e também em mansões do Lago Sul, região rica de Brasília (DF).

Os investigadores estão fazendo um levantamento de quem são os titulares dos celulares monitorados, mas já confirmaram que constam na lista de alvos nomes de políticos, jornalistas, advogados e até professores universitários vistos como opositores de Jair Bolsonaro.

As máquinas da Abin nas quais era usado o sistema foram formatadas, mas a PF já conseguiu restaurar um backup e descobriu que foi usado um software para apagar os dados dos monitoramentos.

Segundo integrantes da PF, em várias ocasiões, a Abin negou pedidos de acesso aos arquivos e às máquinas em que era usado o First Mile. Há uma suspeita de que a cúpula da agência tenha atuado para obstruir a investigação.

Houve 30 mil monitoramentos, mas a agência forneceu ao STF dados de apenas 1,8 mil antes das buscas. Além disso, a Abin não informou os nomes dos alvos monitorados, alegando não deter essa informação. Disse quais servidores usavam as máquinas, mas não qual usuário no sistema correspondia a cada servidor, segundo os investigadores.

Na Abin, por outro lado, a versão é de que a agência colaborou com a investigação e respondeu aos ofícios e que, portanto, não há justificativa para a busca e apreensão realizada na sexta-feira passada (20/10).

Na representação que pediu a busca e apreensão, a PF citava, para justificar a operação, a suspeita que a cúpula da agência estaria atuando para abafar a investigação. O pedido foi acatado por Alexandre de Moraes.

A ferramenta permite o monitoramento de até 10 mil celulares a cada 12 meses, bastando digitar o número da pessoa. Além disso, a aplicação cria históricos de deslocamento e alertas em tempo real da movimentação dos aparelhos cadastrados.

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