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Mato Grosso do Sul, 2 de março de 2024
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Gerentes de bancos são presos pelo Garras durante operação “Operação Mikrotic” em Campo Grande

Imagem - Divulgação/Midiamax
Imagem - Divulgação/Midiamax

Dois gerentes de banco foram presos na manhã desta segunda-feira (11), durante “Operação Mikrotic” do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros). Eles são suspeitos de inserirem dispositivos eletrônicos para fraudar e possibilitar desvio de valores de instituição financeira.

Nas primeiras horas de hoje, os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão na casa dos suspeitos, além de cumprir mandados de prisão temporária expedido contra os gerentes.

Um dos gerentes foi preso em uma casa na Rua Jaime Costa, Núcleo Habitacional Buriti, em Campo Grande. Para entrar na residência, a equipe do Garras precisou arrombar a fechadura do portão.

A operação dá continuidade a um sequestro, ocorrido no dia 9 de outubro. Na ocasião, três homens foram presos por sequestrar um casal de bancários, na época, um dos suspeitos revelou que o funcionário do banco estava envolvido no esquema de fraudes.

Naquele período, em declaração contraditória, Jhonatan Kelvin da Cunha de Souza, 29 anos, um dos envolvidos no sequestro, afirmou que o funcionário da agência bancária teria concordado em instalar dispositivo eletrônico em seu computador para permitir a transferência de valores do banco, inclusive, com trocas de e-mail, mediante pagamento de R$ 50 mil.

Mas que teria se negado a entregar o cartão usado para autorizar transações. Foi aí que ele acabou sendo sequestrado. Jhonatan também afirmou que o pagamento de R$ 50 mil seria em duas parcelas. O “pacote” incluiria a entrega do cartão do funcionário.

“Que ressalta que pelo que tinha conhecimento, pelo plano inicial, o gerente receberia R$ 25 mil quando entregasse o cartão de acesso e mais R$ 25 mil quando a empreitada criminosa fosse concluída”, afirmou, em depoimento.

Além de Jhonatan, na época, Caio Fábio Santos Felipe, 30 anos, foi preso, também suspeito do sequestro. Caio alegou em depoimento que foi ameaçado por um homem que se identificou como sendo da Paraíba para cometer o crime. O autor teve a prisão preventiva decretada no dia 11 de outubro, junto com outro comparsa Moisés dos Santos Parra Barreto Lima, 20 anos.

Conforme o relato de Caio, ele foi até a agência bancária na Avenida Júlio de Castilhos e abriu uma conta bancária com o funcionário e vítima do sequestro. Dois dias depois, afirma que recebeu uma ligação via WhatsApp de um homem que não conhecia e que se apresentou como sendo “Paraíba”.

Na ligação, o suspeito teria perguntado se ele era o “Tanque”, Caio respondeu que sim e, então, o homem pediu que Caio procurasse o gerente que abriu sua conta e pedisse que enviasse um e-mail para que recebesse uma indenização médica. O autor afirmou ter negado a proposta e alega que passou a ser ameaçado.

Segundo Caio, o suspeito enviou vídeos de sua esposa e filhos em frente de sua casa, das crianças na escola e, depois, de sua mãe. Ele então afirmou que se sentiu inseguro, por isso, aceitou fazer o serviço “em um ato de desespero”. Caio foi até agência e conversou novamente com o gerente, contando a história que lhe foi mandada.

O gerente então fez o trâmite pedido e, depois de duas semanas, “Paraíba” novamente fez contato dizendo que não conseguia entrar no sistema do banco.

No dia anterior ao crime, Caio estava em uma tabacaria com sua esposa e foi abordado por um homem, identificado apenas como “Pentecostes”, que lhe entregou um celular e uma arma de brinquedo.

Depois disso, ainda em depoimento à polícia, Caio recebeu uma ligação de “Paraíba”. O homem alegou que sabia onde o gerente do banco que havia aberto a conta morava e que Caio devia achar mais uma pessoa e ir até a residência pedir o cartão funcional desse gerente para que eles pudessem fazer as movimentações bancárias que desejavam.

À polícia, Caio fez contato com Moisés e ambos ficaram esperando das 6h às 9h, na porta da casa no Bairro Monte Castelo, até que a mulher, namorada do gerente, apareceu, foi abordada e mantida em cárcere pelos homens. A dupla mandou que ela ligasse para o bancário, que foi até o local e obrigado a ir até a agência buscar seu cartão funcional para entregar aos criminosos.

Logo depois, Caio foi até o aeroporto pois teria que fazer uma viagem de ida e volta até a Paraíba para levar o cartão, mas foi informado que só havia voos a partir das 18h40. Ele então voltou para a casa, onde foi preso pela equipe do Garras. À polícia, ele afirmou ainda que acabou perdendo o cartão do gerente.

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