Leandro Martinez Ortiz, de 40 anos, foi executado com cerca de 10 tiros na tarde desta quinta-feira, 23, no Bairro Los Angeles, em Campo Grande. O crime aconteceu na Rua Cassim Contar, esquina com a Rua Olivério Rodrigues da Luz, e mobilizou equipes da Polícia Militar, da perícia e da Polícia Civil.
Conhecido como “Neguinho da Reciclagem”, Leandro possuía um extenso histórico de ocorrências policiais acumuladas ao longo dos anos. Os registros incluem passagens por tráfico de drogas, roubo, receptação, ameaça, violência doméstica, porte de arma, uso de documento falso, violação de domicílio, corrupção de adolescente, fraude, tentativa de roubo e outras infrações.
O levantamento aponta que os registros envolvendo o homem foram feitos entre 2010 e 2026. Entre os antecedentes estão duas prisões em flagrante por tráfico de drogas, registradas em 2017 e 2018, além de ocorrências relacionadas a crimes contra o patrimônio, violência e outros delitos.
O histórico também registra mandados de prisão cumpridos em 2016 e 2021, prisões em flagrante, progressões de regime, alvarás de soltura, evasão do sistema prisional e posterior recaptura.
Apesar da extensa ficha criminal, não existe, até o momento, nenhuma informação oficial que confirme que o assassinato tenha sido motivado pelos antecedentes da vítima. A Polícia Civil deverá investigar todas as possibilidades para esclarecer o que levou à execução.
Um dos episódios registrados no histórico de Leandro ocorreu em julho de 2019, quando ele foi preso em flagrante por receptação após receber um celular roubado de um adolescente de 15 anos.
Na ocasião, equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar realizavam rondas quando foram acionadas para atender uma ocorrência de roubo na Rua Jaguar, em Campo Grande.
A vítima havia relatado as características do autor do crime. Durante as buscas, os policiais localizaram um suspeito em frente a uma conveniência.
Identificado como Niverson Douglas Araújo Martins, o homem confessou o roubo e afirmou que havia vendido o celular por R$ 80 para Leandro.
Segundo o registro da ocorrência, o dinheiro obtido com a venda do aparelho teria sido usado para comprar drogas e pagar os serviços de uma garota de programa.
Quando foi localizado pelos policiais, Leandro afirmou que já havia repassado o celular para Thiago Pereira Carvalho da Silva. O terceiro envolvido receberia R$ 20 para desbloquear o aparelho.
O telefone acabou sendo encontrado na residência de Thiago. Niverson foi preso por roubo, enquanto Leandro e Thiago foram autuados em flagrante por receptação e encaminhados para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Vila Piratininga.
O histórico judicial de Leandro também aponta uma condenação em processo de execução penal, com pena consolidada de 7 anos e 4 meses. O documento consultado, porém, não detalha qual processo ou crime específico resultou na condenação.
Na tarde do homicídio, Leandro estava nas proximidades de sua residência quando dois homens chegaram em uma motocicleta. Conforme as primeiras informações levantadas no local, os suspeitos chamaram pela vítima.
Quando Leandro saiu para atender, os criminosos efetuaram aproximadamente 10 disparos. Em seguida, fugiram rapidamente utilizando a motocicleta.
A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A quantidade de tiros e a forma como o ataque foi realizado indicam uma ação rápida e direcionada, mas somente o trabalho de investigação poderá esclarecer a dinâmica exata do crime.
Antes do assassinato, Leandro teria discutido com a namorada. Conforme relatos colhidos no local, a mulher deixou a área após a briga.
Essa circunstância também deverá ser analisada pelos investigadores. Até o momento, não há confirmação de que a discussão tenha qualquer relação com o homicídio, mas a Polícia Civil deverá ouvir testemunhas e pessoas próximas para reconstruir os acontecimentos anteriores ao ataque.
Câmeras de segurança registraram uma motocicleta deixando as proximidades logo após os disparos. As imagens poderão ser fundamentais para ajudar na identificação dos autores, na análise do trajeto utilizado na fuga e na reconstrução dos momentos que antecederam e sucederam a execução.
A área foi isolada pela Polícia Militar para preservar os vestígios e permitir o trabalho da perícia. Os investigadores deverão analisar o local, recolher possíveis evidências e buscar informações que ajudem a identificar os responsáveis pelo crime.
A Polícia Civil também deverá ouvir testemunhas, verificar imagens de câmeras de segurança e levantar informações sobre a rotina recente da vítima, suas relações pessoais e possíveis conflitos.
A motivação do assassinato ainda é desconhecida. Entre as linhas que podem ser analisadas estão conflitos pessoais, desentendimentos recentes e possíveis relações com o histórico criminal da vítima. No entanto, nenhuma dessas hipóteses foi confirmada oficialmente.
O fato de Leandro possuir antecedentes criminais não permite, por si só, estabelecer a causa do homicídio. A investigação deverá reunir provas para esclarecer se o crime teve relação com algum episódio específico ou se foi provocado por outra circunstância.
A identificação dos dois homens que chegaram de motocicleta é uma das principais prioridades da investigação. As imagens registradas pelas câmeras poderão ajudar os investigadores a acompanhar o deslocamento dos suspeitos e identificar características do veículo utilizado.
O caso permanece sob investigação. A Polícia Civil trabalha para esclarecer a autoria, identificar a motivação e reunir elementos que possam levar à responsabilização dos envolvidos na execução ocorrida no Bairro Los Angeles.
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