A residência onde vivia um casal no Bairro Jardim Tarumã, em Campo Grande, foi completamente destruída por um incêndio provocado pelo próprio morador, após mais um episódio de conflito e descontrole emocional. O caso envolveu duas intervenções consecutivas das forças de segurança e revelou um ambiente recorrente de tensões, discussões e medo.
O episódio começou com uma chamada para a polícia relatando uma briga entre o casal. A mulher explicou que o companheiro havia ingerido grande quantidade de bebida alcoólica e estava alterado, embora não tivesse ocorrido agressão física naquele momento. Temendo pela própria segurança, ela buscou abrigo na casa de uma vizinha enquanto aguardava ajuda.
A equipe policial verificou a situação e ouviu da mulher que não pretendia registrar a ocorrência naquele instante, acreditando que o homem se acalmaria após dormir. Diante da decisão da vítima, os policiais deixaram o local. No entanto, pouco tempo depois, uma nova ligação informou que a casa estava em chamas, exigindo o retorno imediato das autoridades.
Ao chegarem novamente ao endereço, policiais encontraram o imóvel tomado pelo fogo e os pertences da moradora espalhados pela rua. O homem havia fugido e vizinhos confirmaram que ele retornou ao local após a saída da polícia, iniciou outra discussão com a companheira, fez ameaças e declarou que “daria motivo para a polícia voltar”. Testemunhas relataram que ele retirou objetos da casa, jogou roupas para fora e ateou fogo no ambiente.

As chamas se espalharam rapidamente e atingiram a estrutura de forma intensa, colocando em risco uma residência vizinha onde vive uma idosa. O Corpo de Bombeiros precisou arrombar o cadeado da casa ao lado para assegurar que ninguém estivesse em perigo. Após uma operação rápida, os militares conseguiram controlar o incêndio, mas o imóvel principal já estava completamente destruído.
Horas mais tarde, o suspeito foi localizado pela Força Tática na casa da mãe. Ferido no rosto, ele apresentou versões divergentes sobre a origem do corte e, durante a abordagem, confessou ter provocado o incêndio. Depois de atendimento médico, foi levado à delegacia, onde recuou e passou a negar tanto o incêndio quanto as ameaças feitas à companheira.
Vizinhos relataram que o casal discutia com frequência e que episódios de agressividade eram percebidos há algum tempo. A mulher contou que vivia no imóvel havia três meses e acreditava que o companheiro tivesse um temperamento tranquilo, embora manifestasse preocupação com a intensidade das brigas. Outra vizinha afirmou ter abrigado a vítima em momentos de crise e ouviu do suspeito ameaças que sugeriam riscos à integridade da mulher.
O imóvel ficou totalmente inutilizado e a vítima perdeu todos os pertences. Moradores da região relataram apreensão com a violência registrada e preocupação com a segurança da mulher, que evitou retornar ao local após ser orientada pelos vizinhos.
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