Mato Grosso do Sul, 24 de junho de 2026
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Idoso perde perna após ser atropelado na Brilhante e segue em estado grave

Vítima de 78 anos teve parte da língua arrancada no impacto, passou por cirurgia e permanece na UTI com traumatismo craniano; motorista da moto foi detido por dirigir sem CNH
O idoso perdeu a dentadura e parte da língua - Imagem -  Pietra Dorneles
O idoso perdeu a dentadura e parte da língua - Imagem - Pietra Dorneles

Um atropelamento ocorrido na manhã de quinta-feira deixou um idoso de 78 anos em estado gravíssimo e culminou na amputação de sua perna direita após dias de internação. O acidente aconteceu no cruzamento da Rua Brilhante com a Rua Salim Maluf, na Vila Bandeirantes, e expõe, mais uma vez, a insegurança em um trecho que moradores e comerciantes classificam como perigoso e propenso a colisões.

A vítima atravessava a faixa de pedestre quando foi atingida por um motociclista que seguia pela Rua Brilhante. Câmeras de segurança registraram o momento do impacto e mostram a violência do choque: o idoso foi arremessado alguns metros e o motociclista perdeu o controle da moto. Socorrido por equipes de emergência, ele foi levado à Santa Casa, onde teve atendimento de urgência, passou por procedimento para controlar hemorragias e, diante da gravidade das lesões, foi submetido à amputação da perna direita.

Segundo o boletim médico divulgado pela instituição, o quadro clínico do idoso permanece grave por conta de traumatismo craniano severo e múltiplas fraturas no rosto. A equipe de cirurgia vascular e ortopedia decidiu pela amputação como medida para conter hemorragia irreversível e evitar complicações que poderiam pôr em risco a vida do paciente. No hospital, ele está internado na unidade de terapia intensiva e permanece em monitoramento contínuo.

No local do acidente, agentes do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito constataram que o condutor da motocicleta não possuía Carteira Nacional de Habilitação e havia sinais de que trafegava em velocidade incompatível com a via. O homem foi encaminhado às autoridades para prestar esclarecimentos e responder por infrações previstas no Código de Trânsito, que podem incluir condução sem habilitação, direção perigosa e lesão corporal grave resultante de acidente.

A ocorrência reacende reclamações antigas dos moradores sobre a configuração do cruzamento. Vias com semáforo, faixas de pedestre e alto fluxo de veículos registram, com frequência, acidentes em horários de pico. Moradores relatam que motoristas e motociclistas costumam desrespeitar limites de velocidade e sinalização, forçando pedestres a arriscarem travessias. Protestos por redutores de velocidade e por fiscalização mais presente foram registrados anteriormente, mas, segundo queixas dos moradores, as medidas ainda não foram implantadas de forma eficaz.

O delegado responsável pelo caso informou que será aberta investigação para apurar exatamente as circunstâncias do atropelamento. Entre os procedimentos previstos estão a análise das imagens de circuito interno e público, a perícia no local para aferir marcas de frenagem e ponto de impacto, o exame toxicológico do condutor e a oitiva de testemunhas. A apuração deverá avaliar ainda se houve culpa exclusiva do motociclista ou eventual contribuição do pedestre, sempre observando o princípio jurídico da preferência do pedestre na faixa.

Além das medidas criminais, o episódio reacende a discussão sobre políticas de prevenção e engenharia de tráfego. Especialistas em segurança viária destacam que redução de velocidade, fiscalização eletrônica, manutenção da sinalização e projetos de travessia segura reduziriam significativamente o número de atropelamentos em áreas urbanas. A instalação de lombadas eletrônicas e campanhas educativas são apontadas como ações complementares que podem alterar comportamentos de risco dos condutores.

Para o entorno, o impacto emocional do acidente é palpável. Comerciantes e vizinhos que presenciaram a remoção do ferido relataram choque e indignação, e pediram providências imediatas às autoridades municipais. A sensação de insegurança se espalha quando episódios desse tipo se repetem, comprometendo a sensação de convívio público e o direito à circulação segura de pedestres, especialmente idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

No tocante às responsabilidades civis, a família da vítima poderá buscar reparação por danos materiais e morais, caso a investigação confirme negligência ou imprudência do condutor. A seguradora, se houver apólice vigente, e o serviço público responsável pela via podem ser acionados para avaliar eventuais compensações e melhorias necessárias.

Enquanto a investigação prossegue, o idoso segue em tratamento intensivo e a comunidade aguarda medidas concretas de prevenção para evitar novas tragédias naquele ponto da cidade. A sequência das diligências policiais e os laudos periciais serão determinantes para definir as medidas legais contra o condutor e para embasar ações administrativas que possam modificar a dinâmica do trânsito na Rua Brilhante.

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