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Mato Grosso do Sul, 17 de abril de 2024
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Israel confirma ter atacado campo de refugiados e palestinos afirmam que há dezenas de mortos

As FDI também disseram que “um grande número de terroristas” foi morto no ataque, o que também levou ao colapso da infraestrutura subterrânea que usavam
Área urbana de Gaza devastada por ataque aéreo israelense
Foto: DW / Deutsche Welle
Área urbana de Gaza devastada por ataque aéreo israelense Foto: DW / Deutsche Welle

Os militares israelenses afirmaram nesta terça-feira (31) que mataram um alto comandante do Hamas, que teria sido um dos líderes do ataque de 7 de outubro, em um ataque ao campo de refugiados de Jabalya, na Faixa de Gaza.

“Há pouco tempo, caças das FDI [Forças de Defesa de Israel], agindo com base na inteligência da ISA [agência israelense], mataram Ibrahim Biari, o comandante do Batalhão Central Jabaliya do Hamas”, disseram as Forças de Defesa de Israel (FDI) em um comunicado.

“Biari foi um dos líderes responsáveis por enviar agentes terroristas ‘Nukbha’ a Israel para assassinatos e terror em 7 de outubro. Numerosos terroristas do Hamas foram atingidos no ataque”, complementaram.

O porta-voz tenente-coronel Richard Hecht disse anteriormente que as FDI tinham como alvo “um comandante muito graduado do Hamas” na área ao redor do campo.

As FDI ressaltaram que Biari supervisionou todas as operações militares do Hamas no norte da Faixa de Gaza desde que Israel iniciou a sua operação terrestre e também esteve envolvido em vários ataques a Israel há décadas.

Os militares também pontuaram terem realizado um ataque em larga escala contra “terroristas” e “infraestruturas terroristas” pertencentes ao Batalhão Central Jabalya, que afirmou ter assumido o controle de edifícios civis.

Como parte do ataque, o comando e controle do Hamas e a sua capacidade de dirigir a atividade militar contra os soldados das FDI em Gaza foram prejudicados, de acordo com Israel.

As FDI também disseram que “um grande número de terroristas” foi morto no ataque, o que também levou ao colapso da infraestrutura subterrânea que usavam.

Hamas nega morte de líder

O Hamas, no entanto, negou as afirmações israelenses sobre a presença de um de seus líderes no campo, disse o porta-voz Hazem Qassem em um comunicado.

Qassem acusou Israel de tentar justificar o que descreveu como um “crime hediondo contra civis, crianças e mulheres seguras no campo de Jabalya”.

Jabalya é o maior dos oito campos de refugiados da Faixa de Gaza, segundo a principal agência da Organização das Nações Unidas (ONU) que apoia os palestinos no território.

Fotos do local mostraram várias crateras grandes no solo, cercadas por escombros de edifícios destruídos e danificados.

Apelos da comunidade internacional

O crescente número de mortos atraiu apelos dos Estados Unidos, principal aliado de Israel, de outros países e da ONU para uma pausa nos combates, a fim de permitir que mais ajuda humanitária chegue ao enclave sitiado, onde há escassez de alimentos, combustível, água potável e medicamentos.

Netanyahu disse, nessa segunda-feira (30), que Israel não concordaria com a cessação das hostilidades e prosseguiria com seus planos de eliminar o Hamas. “Os pedidos de cessar-fogo são pedidos para que Israel se renda ao Hamas, se renda ao terrorismo, se renda à barbárie. Isso não acontecerá”, disse Netanyahu em comentários televisionados.

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