Mato Grosso do Sul, 19 de julho de 2026
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Jejum prolongado não garante ganho de massa muscular, alerta nutricionista especialista

Profissional explica impactos do jejum intermitente na hipertrofia e recomenda estratégias seguras de alimentação e treino para aumento de massa magra
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O jejum intermitente tornou-se uma prática cada vez mais popular entre aqueles que buscam emagrecimento, melhora do desempenho metabólico ou até o aumento de massa muscular. Entretanto, especialistas alertam que a restrição prolongada de ingestão alimentar não é necessariamente benéfica para a hipertrofia, podendo até comprometer os resultados de quem busca ganhar massa muscular de forma saudável.

Camila Junqueira, nutricionista e coordenadora do curso de Nutrição na Faculdade Anhanguera, explica que embora o jejum possa ter aplicações clínicas controladas, ele não deve ser a estratégia principal para hipertrofia. “Ganhar músculos exige estímulo constante por meio do treino e fornecimento adequado de proteínas e energia ao longo do dia. Longos períodos sem se alimentar podem prejudicar justamente a ingestão desses nutrientes essenciais para recuperação e crescimento muscular”, detalha a especialista.

Durante o jejum prolongado, o organismo tende a utilizar reservas energéticas, como glicogênio muscular, para manter funções básicas. Em casos mais extremos, pode haver degradação de tecido muscular — fenômeno conhecido como catabolismo — o que representa exatamente o oposto do objetivo de aumentar a massa magra. Camila Junqueira enfatiza que sem planejamento nutricional, a prática pode reduzir a eficiência do treino, causar fadiga, irritabilidade e até alterações hormonais que afetam o metabolismo e o desempenho físico.

O impacto do jejum prolongado é ainda mais significativo para determinados perfis, como adolescentes em fase de crescimento, mulheres com distúrbios menstruais, pessoas com metabolismo acelerado ou histórico de transtornos alimentares. “O risco de prejuízos aumenta quando a prática não é acompanhada por um profissional, tornando-se potencialmente prejudicial em vez de benéfica”, alerta a nutricionista.

Por outro lado, o jejum, quando conduzido de forma estratégica e individualizada, pode trazer benefícios para determinados objetivos, como controle da resistência à insulina ou redução do percentual de gordura. “A chave está na individualização. Cada corpo responde de forma diferente. Nutrição e treino precisam estar alinhados, com metas claras e seguras. Dietas da moda não devem ser seguidas sem acompanhamento especializado”, completa Camila.

Para quem busca hipertrofia muscular, a recomendação é clara: priorizar alimentação balanceada e fracionada ao longo do dia, garantindo aporte suficiente de calorias, proteínas, vitaminas e minerais. Associar a dieta a treinos de força consistentes, descanso adequado e hidratação é fundamental para maximizar o crescimento muscular e a recuperação entre sessões de treinamento.

Especialistas alertam que a pressa por resultados rápidos pode levar a práticas inadequadas, como jejuns prolongados ou dietas restritivas extremas, que comprometem tanto a saúde quanto o desenvolvimento muscular. O acompanhamento de profissionais de nutrição e educação física é essencial para alinhar objetivos individuais a estratégias seguras, prevenindo efeitos adversos e promovendo resultados sustentáveis.

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