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Mato Grosso do Sul, 2 de março de 2024
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Laços Ocultos: Vereador preso por corrupção, sofre infarto e está internado em estado grave em Campo Grande

A investigação foi iniciada pela 1ª Promotoria de Justiça de Amambai que relevou existência de organização criminosa que praticava corrupção ativa, passiva, peculato, fraude em licitações e contratos públicos, além de lavagem de dinheiro
Valter Brito da Silva, vereador no município de Amambai
Valter Brito da Silva, vereador no município de Amambai

Valter Brito da Silva, vereador no município de Amambai, está internado em estado grave em Campo Grande após ter um infarto. O homem estava no Centro de Triagem Anísio Lima e teve que passar por uma angioplastia de emergência na manhã desta segunda-feira (11). O recurso é utilizado para desentupir artérias do coração por meio do cateterismo.

Conforme a assessoria do político, esse é o terceiro infarto que Valter sofre em três anos. Na última quarta-feira (6), ele passou mal na penitenciária e foi encaminhado à UPA do bairro Tiradentes. No mesmo dia, à noite, foi transferido para a UTI do Hospital Cassems, onde permanece internado. Ele é diagnosticado com obesidade e diabetes.

Valdir foi preso no dia 16 de novembro durante a Operação Laços Ocultos, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. A investigação foi iniciada pela 1ª Promotoria de Justiça de Amambai que relevou existência de organização criminosa que praticava corrupção ativa, passiva, peculato, fraude em licitações e contratos públicos, além de lavagem de dinheiro.

O grupo criminoso envolvendo políticos, servidores municipais e empresários teria desviado pelo menos R$ 78 milhões nos últimos seis anos. A organização é acusada de fraudar licitações de obras e serviços de engenharia em Amambai e outros municípios, principalmente por meio de empresas ligadas a familiares, com sócios até então ocultos.

Operação

A investigação revelou superfaturamento e inexecução parcial de obras e pagamento de propina a agentes políticos e servidores públicos municipais que deveriam fiscalizar os contratos.

Além de Valter Brito, foram presos os engenheiros Jonathan Fraga de Lima, da JFL Construtora; Joice Mara Estigarribia da Silva, da J & A Construtora Ltda.; e Leticia de Carvalho Teoli Vitorasso, da C&C Construtora.

Também teve a prisão decretada a servidora pública Jucélia Barros Rodrigues, fiscal de contratos da prefeitura e espécie de “braço direito” de Valter Brito. Entretanto, ela não foi encontrada. Outro investigado, que não teve o nome revelado, também segue foragido.

O vereador Geverson Vicentim (PDT) também está entre os investigados. Mandados de busca foram cumpridos em sua casa e no seu escritório. O celular dele foi apreendido.

Além dos seis mandados de prisão, o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) cumpriram 44 mandados de busca e apreensão em Amambai, Campo Grande, Bela Vista, Naviraí e Itajaí (SC).

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