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Mato Grosso do Sul, 14 de junho de 2024
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Mato Grosso do Sul livre de sarampo: marco nacional rumo à eliminação da doença

Com os últimos casos em 2020, o estado reforça o progresso do Brasil para recuperar o título de ‘país livre de sarampo’ após enfrentar desafios em 2018
Os últimos 10 casos de sarampo em Mato Grosso do Sul foram registrados em 2020
Os últimos 10 casos de sarampo em Mato Grosso do Sul foram registrados em 2020

Os últimos 10 casos de sarampo em Mato Grosso do Sul foram registrados em 2020. Esse período sem ocorrências no estado reforça o marco alcançado em todo o Brasil na quarta-feira (5), quando o país completou dois anos sem casos autóctones de sarampo, ou seja, sem transmissão em território nacional. Essa conquista coloca o Brasil mais próximo de recuperar a certificação de ‘país livre de sarampo’, após ter deixado de ser considerado uma região endêmica no ano passado. Em 2016, o Brasil já havia conquistado o título de país livre dessa doença. No entanto, em 2018, o intenso fluxo migratório de países vizinhos, juntamente com a baixa cobertura vacinal em vários municípios, permitiu a reintrodução do vírus em território nacional. 

Desde 2019, o número de casos de sarampo tem diminuído consideravelmente, passando de 20.901 registros naquele ano para apenas 41 casos em 2022. O último caso foi confirmado em 5 de junho de 2022, no estado do Amapá.

No início de maio, o país recebeu a visita da Comissão Regional de Monitoramento e Reverificação da Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita na Região das Américas e do Secretariado da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) com o objetivo de dar continuidade ao processo de recertificação do Brasil como livre da circulação de sarampo e com sustentabilidade da eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola congênita (SRC).

Ainda neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o aumento de casos da doença na Europa como “alarmante”. Foram mais de 58 mil infecções pelo vírus em 41 países ao longo de 2023, um aumento em relação aos últimos três anos. 

“Para que o Brasil possa continuar sem casos, é fundamental alcançar coberturas vacinais de, no mínimo, 95% de forma homogênea, visando a proteção da nossa população diante da possibilidade de ocorrência de casos importados do vírus e reduzindo assim o risco de introdução da doença. Além do que, garante a segurança até mesmo das pessoas que não podem se vacinar”, explica o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti. 

Ele destaca, ainda, a importância da continuidade da estratégia de microplanejamento que, em 2023, repassou R$151 milhões para estados e municípios. O método, que é recomendado pela OMS, consiste em diversas atividades com foco na realidade local e em fortalecer e ampliar o acesso da população à vacinação, durante todo o ano. 

Tríplice viral 

A tríplice viral é uma das vacinas ofertadas no Calendário Nacional de Vacinação, cujo esquema vacinal corresponde a duas doses para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade, e uma dose para adultos de 30 a 59 anos. Esse imunizante protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola – três doenças altamente infecciosas que podem causar sequelas graves e foram responsáveis por epidemias no passado. A cobertura da primeira dose dessa vacina aumentou de 80,7% em 2022 para 87% em 2023. Os dados de 2023 ainda são preliminares e podem subir, já que alguns estados têm bases próprias e as atualizações podem demorar a chegar à rede nacional.

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