Com um desempenho que reforça a retomada gradual da atividade econômica, Mato Grosso do Sul encerrou o mês de setembro com saldo positivo de 1.379 novos empregos formais, alcançando 30.869 postos criados no acumulado de 2025. O resultado mantém o estado entre as unidades federativas com trajetória de expansão no mercado de trabalho, sustentado principalmente pelos setores da construção civil, indústria e comércio, que compensaram as perdas registradas na agropecuária e nos serviços.
O levantamento mais recente do mercado formal indica que a construção civil foi o principal vetor de crescimento no mês, com 762 novos postos, seguida pela indústria, com 525, e o comércio, com 420. Já a agropecuária e os serviços apresentaram retração, com perda de 125 e 203 vagas, respectivamente. Apesar da oscilação, o saldo geral confirma a capacidade de recuperação da economia estadual e o impacto de políticas de investimento em infraestrutura e produção.
Outro aspecto relevante do levantamento está no perfil dos trabalhadores contratados. As mulheres responderam por ligeira maioria nas admissões do mês, com 705 vagas, contra 675 ocupadas por homens. O grupo com ensino médio completo foi o mais beneficiado, totalizando 1.257 contratações. A juventude também se destacou: pessoas entre 18 e 24 anos ocuparam 1.413 das novas vagas abertas, reforçando o protagonismo dessa faixa etária na recomposição do mercado.
Entre os municípios, Campo Grande liderou o desempenho estadual com a criação de 565 novos postos, elevando seu estoque para mais de 255 mil empregos formais. Em seguida, vieram Nova Alvorada do Sul (236), Ribas do Rio Pardo (209) e Dourados (175), cidades que têm sido impulsionadas pela expansão da construção civil e pela instalação de novos empreendimentos industriais. Esses dados confirmam a descentralização do crescimento econômico, com interiorização de investimentos e oportunidades.
Em nível nacional, o mês de setembro apresentou saldo positivo de 213.002 novos postos de trabalho, resultado de 2.292.492 admissões contra 2.079.490 desligamentos. Todas as 27 unidades da federação registraram crescimento, o que demonstra estabilidade na geração de empregos e resiliência diante das variações econômicas. O Brasil contabiliza, entre janeiro e setembro, 1,7 milhão de novas vagas, com o total de vínculos formais atingindo 48,9 milhões — o maior patamar já registrado. Desde o início de 2023, o saldo acumulado ultrapassa 4,8 milhões de empregos formais criados.
O setor de serviços segue como o grande motor do mercado de trabalho nacional, responsável por 106.606 novas vagas no mês, seguido da indústria (43.095), comércio (36.280), construção (23.855) e agropecuária (3.167). No acumulado de 2025, o setor terciário mantém a liderança, com 773.385 empregos criados, confirmando a centralidade dos serviços na estrutura produtiva do país.
O perfil populacional das contratações em setembro reforça o protagonismo da juventude e da classe média trabalhadora. Jovens entre 18 e 24 anos responderam por 110.953 vagas, enquanto os adolescentes de até 17 anos ocuparam 31.105. No recorte por escolaridade, o ensino médio completo segue como o nível mais demandado pelas empresas, com 142.789 admissões, refletindo a predominância de atividades que exigem qualificação técnica intermediária.
Na análise por raça, trabalhadores pardos concentraram a maioria das novas contratações, com 156.079 vínculos, seguidos por brancos (51.719) e pretos (28.521). O saldo positivo de 662 vagas preenchidas por pessoas com deficiência também sinaliza avanço, ainda que tímido, na inclusão de grupos historicamente marginalizados no mercado formal.
No comparativo regional, a Região Sudeste liderou a geração de empregos em setembro, com 80.639 novas vagas, impulsionada principalmente por São Paulo, que abriu 49.052 postos. O Nordeste ocupou a segunda posição (72.347), seguido pelo Sul (27.302), Norte (18.151) e Centro-Oeste (14.569). Apesar do menor volume relativo, o Centro-Oeste mantém consistência e estabilidade nos resultados, refletindo o peso da produção agroindustrial e das obras de infraestrutura em curso.
O desempenho de Mato Grosso do Sul, dentro desse contexto, reforça o dinamismo de uma economia diversificada e em processo de modernização. O saldo positivo obtido mesmo com oscilações setoriais mostra que o estado sustenta uma base sólida de geração de emprego, apoiada na construção civil, na expansão industrial e na formalização de novas atividades urbanas. A criação de mais de 30 mil vagas no ano consolida a imagem de um mercado de trabalho que, mesmo diante de desafios conjunturais, mantém o foco no crescimento e na estabilidade social.
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