O orçamento das famílias de Campo Grande continua pressionado pelos constantes reajustes nos produtos de consumo diário. Um levantamento realizado em supermercados da Capital identificou diferenças expressivas nos preços de itens da cesta básica, com variações que chegam a 300% entre um estabelecimento e outro. Os números mostram que o consumidor pode pagar muito mais caro pelo mesmo produto caso não pesquise antes de realizar suas compras.
A pesquisa analisou 115 produtos comercializados em 13 supermercados da cidade, abrangendo alimentos, hortifrúti, itens de higiene pessoal e produtos de limpeza. O levantamento demonstra que a comparação de preços continua sendo uma das principais ferramentas para economizar e minimizar os impactos da inflação sobre o orçamento doméstico.
Os maiores percentuais de diferença foram registrados principalmente entre os produtos hortifrutigranjeiros, segmento que costuma sofrer alterações frequentes em razão da oferta, das condições climáticas, dos custos de transporte e da sazonalidade da produção.
Entre os alimentos frescos, a cebola nacional apareceu entre os itens com maior oscilação de preços, seguida pela alface crespa e pelo tomate salada. O preço médio desses produtos foi calculado em aproximadamente R$ 6,16 por quilo para a cebola, R$ 4,42 por unidade da alface e R$ 8,44 por quilo do tomate, mas os valores encontrados apresentaram diferenças significativas entre os supermercados pesquisados.
Os produtos de higiene pessoal e limpeza também apresentaram variações bastante elevadas. Um creme dental da marca Sorriso registrou diferença de 210,70% entre o menor e o maior preço encontrado. Outro destaque foi o sabão em barra Sol, embalagem com cinco unidades, cuja diferença chegou a 132,89%, demonstrando que até produtos considerados básicos podem representar um gasto muito maior dependendo do local da compra.
No grupo dos alimentos industrializados, o açúcar cristal Sonora, embalagem de dois quilos, apresentou diferença de 137,20%. Já o macarrão de sêmola com ovos espaguete da marca Renata, embalagem de 500 gramas, alcançou variação de 134,12%. Outro item essencial na mesa dos brasileiros, o arroz tipo 1 Guacira, pacote de cinco quilos, teve diferença de 106,83% entre os estabelecimentos pesquisados.
Além das diferenças encontradas entre os supermercados, o levantamento também comparou os preços atuais com os registrados na pesquisa anterior, permitindo observar quais produtos sofreram maior impacto nos últimos meses.
Os dados revelam que alguns dos alimentos mais consumidos pelas famílias brasileiras continuam acumulando aumentos importantes. O feijão apresentou crescimento médio de 41,38% no período analisado, enquanto o arroz registrou alta média de 13,31%, reforçando o peso desses produtos no orçamento doméstico.
Outros alimentos também registraram reajustes expressivos. O macarrão de sêmola com ovos espaguete Renata teve aumento médio de 66,11%. O arroz tipo 1 agulhinha Dallas apresentou elevação de 45,40%, enquanto a batata inglesa registrou crescimento médio de 38,52%, refletindo o comportamento do mercado e das cadeias de abastecimento.
Apesar da predominância dos aumentos, alguns produtos apresentaram redução de preços em comparação ao levantamento anterior. Entre as maiores quedas está o macarrão de sêmola com ovos parafuso Dallas, embalagem de 500 gramas, com redução média de 44,49%.
A água sanitária Candura, embalagem de um litro, registrou queda média de 32,37%. Já o sal refinado Donana, pacote de um quilo, apresentou redução de 31,09%, tornando-se uma das poucas categorias que ofereceram alívio ao consumidor.
O levantamento reforça que a inflação continua afetando diretamente o custo da alimentação e dos produtos essenciais para as famílias campo-grandenses. Mesmo quando determinados itens apresentam redução, outros aumentos acabam compensando essa queda, mantendo elevada a despesa total das compras mensais.
Outro aspecto observado é que estabelecimentos localizados em diferentes regiões da cidade praticam políticas de preços distintas, o que amplia ainda mais a necessidade de planejamento por parte dos consumidores.
Especialmente para famílias que realizam compras mensais de maior volume, pequenas diferenças em diversos produtos podem representar uma economia significativa ao final do mês. A comparação de preços antes das compras pode reduzir consideravelmente o valor gasto com alimentos, higiene e limpeza.
Outra orientação importante é ampliar as opções de pesquisa, incluindo supermercados de bairro, mercados regionais e estabelecimentos menores, que muitas vezes oferecem promoções mais competitivas em determinados produtos.
Com o custo de vida ainda pressionando o orçamento das famílias, a pesquisa de preços permanece sendo uma das principais estratégias para reduzir despesas e garantir maior equilíbrio financeiro nas compras do dia a dia.
Serviço
Cesta Básica (Campo Grande) – Julho 2026: https://tinyurl.com/5bhj5v7k
Cesta Básica (Campo Grande) – Comparativo Abril – Julho: https://tinyurl.com/2fj8yvj2
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