Mato Grosso do Sul, 20 de julho de 2026
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Polícia Federal apreende arsenal em operação contra fraude de CAC em Campo Grande

Investigação aponta uso de documentação irregular para obtenção do certificado de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador; armas, munições e materiais utilizados na apuração foram recolhidos durante cumprimento de mandado judicial
Imagem - Polícia Federal/Divulgação
Imagem - Polícia Federal/Divulgação

Uma operação realizada pela Polícia Federal em Campo Grande resultou na apreensão de um verdadeiro arsenal composto por armas de fogo e centenas de munições durante investigação que apura fraude na obtenção do Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador, conhecido como CAC. A ação faz parte da Operação Guardiões de Fogo, que busca combater irregularidades na concessão de registros utilizados para aquisição e posse legal de armamentos no país.

A ofensiva foi desencadeada após o avanço das investigações indicar que um suspeito teria recorrido à apresentação de documentos considerados irregulares para conseguir o registro de CAC, burlando exigências previstas na legislação brasileira. Diante das evidências reunidas ao longo da apuração, a Justiça autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão em um imóvel localizado na Capital sul-mato-grossense.

Durante o cumprimento da ordem judicial, equipes da Polícia Federal localizaram e apreenderam aproximadamente 300 munições de diversos calibres, duas pistolas calibre 9 milímetros, um fuzil calibre .22, além de outros materiais considerados importantes para o aprofundamento das investigações. Todo o armamento recolhido foi encaminhado para análise pericial e passará a integrar o conjunto de provas que compõem o inquérito policial.

Segundo a investigação, a principal suspeita é de que o registro de CAC tenha sido obtido por meio da utilização de documentação incompatível com as exigências legais estabelecidas para esse tipo de autorização. A suposta fraude teria permitido ao investigado acessar um sistema destinado exclusivamente a cidadãos que comprovem preencher todos os requisitos previstos pela legislação.

As investigações prosseguem para identificar a extensão da possível fraude, verificar a origem dos documentos utilizados e apurar se outras pessoas participaram do esquema ou colaboraram para a obtenção irregular do certificado. A Polícia Federal também busca esclarecer se o caso possui ligação com outras ocorrências semelhantes já identificadas em diferentes regiões do país.

O Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador é um documento que permite ao cidadão adquirir, manter e utilizar armas de fogo dentro das modalidades previstas em lei. Entretanto, sua concessão depende do cumprimento rigoroso de uma série de exigências estabelecidas pelos órgãos competentes, justamente para garantir que apenas pessoas habilitadas tenham acesso ao armamento.

Entre as condições exigidas estão idade mínima prevista na legislação, apresentação de certidões negativas de antecedentes criminais, comprovação de idoneidade, laudo de aptidão psicológica emitido por profissional credenciado, certificado de capacidade técnica para o manuseio de armas de fogo e justificativa da atividade que será desenvolvida como colecionador, atirador esportivo ou caçador autorizado. Também é obrigatória a quitação das taxas federais correspondentes ao processo de registro.

Somente após a análise completa da documentação apresentada e do atendimento de todas as exigências legais é que o interessado pode receber a autorização para integrar o sistema de CAC. Mesmo após a concessão do registro, o titular permanece sujeito à fiscalização permanente dos órgãos responsáveis, devendo cumprir rigorosamente todas as normas relacionadas ao armazenamento, transporte, aquisição e utilização das armas.

De acordo com a investigação, o caso apurado em Campo Grande demonstra justamente uma tentativa de contornar esse sistema de controle por meio da utilização de documentos considerados irregulares. Essa circunstância motivou a deflagração da Operação Guardiões de Fogo, que teve como objetivo preservar a segurança pública e impedir que armamentos permanecessem em situação considerada incompatível com as exigências legais.

Além das armas e munições, diversos materiais encontrados durante a diligência foram recolhidos para análise técnica. Documentos, equipamentos eletrônicos e outros objetos poderão contribuir para identificar a forma como o registro foi obtido e apontar eventual participação de terceiros na suposta fraude.

A investigação permanece em andamento e novas diligências não estão descartadas. Os elementos apreendidos passarão por perícia especializada, enquanto os investigadores continuam reunindo informações para esclarecer todos os detalhes da possível fraude e identificar eventuais desdobramentos do caso.

A Operação Guardiões de Fogo reforça a atuação das forças de segurança no combate às fraudes relacionadas ao sistema de controle de armas de fogo, buscando impedir que registros obtidos de maneira irregular permitam o acesso indevido a armamentos que deveriam permanecer sob rigoroso controle das autoridades competentes.

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