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Mato Grosso do Sul, 23 de fevereiro de 2024
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Spotify demite 1.500 colaboradores de uma única vez; entenda os motivos

Todas as “empresas tech” estão focadas em se tornarem “enxutas” e “mais produtivas e lucrativas”, o que, ao que parece, passa pelo corte de mão de obra humana e a sua substituição por Inteligência Artificial
Imagem - BLOOMBERG FINANCE LP
Imagem - BLOOMBERG FINANCE LP

De acordo com informações veiculadas pela agência de notícias Reuters, o badalado streaming de música Spotify anunciou a demissão de 1.500 funcionários nesta segunda-feira (4).

O comunicado foi enviado por e-mail para os funcionários afetados por Daniel Ek, o CEO da empresa.

Nessa rodada de demissões em massa, que já é a terceira realizada em 2023, a empresa está se desfazendo de 17% do seu quadro total de funcionários, que atualmente gira em torno de 9 mil pessoas.

Em janeiro, 600 colaboradores foram demitidos, enquanto em junho outros 200 quadros receberam seu aviso de desligamento. No total, 2.300 pessoas que trabalhavam no Spotify perderam seus empregos neste ano.

Quais são os motivos para as demissões?

Desde o primeiro anúncio de demissões, o CEO do Spotify, Daniel Ek, começou a ser questionado sobre o que estava motivando os desligamentos.

Isso porque o serviço de streaming vem alcançando recordes e mais recordes próprios de arrecadação, bem como cada vez mais aportes de investimento.

Essa melhora na lucratividade do Spotify se deve ao investimento em podcasts, um formato de conteúdo e ascensão, e também ao aumento no valor das assinaturas.

Para se ter uma ideia, do final de 2020 até agora, o serviço ganhou 256 milhões de novos assinantes.

Daniel Ek falou sobre como vê essa relação entre melhoria nos números e demissões em massa, que estão ocorrendo em paralelo.

“Pela maioria das métricas, fomos mais produtivos, mas menos eficientes. E precisamos ser ambos. Debatemos fazer reduções menores ao longo de 2024 e 2025. No entanto, considerando a diferença entre o nosso objetivo financeiro e os nossos custos operacionais atuais, decidi que uma ação substancial para redimensionar os nossos custos era a melhor opção para atingir os nossos objetivos. Embora eu esteja convencido de que esta é a ação certa para a nossa empresa, também entendo que será extremamente doloroso para a nossa equipe”, explicou.

Ainda em seu comunicado, Daniel Ek assegurou que todos os funcionários demitidos serão amparados com a devida atenção exigida pela legislação trabalhista vigente.

Vem aí uma nova onda de demissões em massa no setor tech?

Esse anúncio feito pela direção do Spotify, associado às outras demissões em massa ocorridas ao longo do ano, assustou funcionários de outras empresas do ramo tech.

Com razão, essas pessoas estão questionando se uma nova onda de demissões em massa está se estabelecendo no mercado, visto que recentemente Facebook, Microsoft, Amazon e até o próprio Google mandaram embora milhares de pessoas de uma só vez.

Não é possível prever os próximos passos da indústria tech sobre esse assunto, mas algumas tendências apontam que sim, novas demissões podem acontecer.

Todas as “empresas tech” estão focadas em se tornarem “enxutas” e “mais produtivas e lucrativas”, o que, ao que parece, passa pelo corte de mão de obra humana e a sua substituição por Inteligência Artificial e sistemas de automação diversos.

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