Um acidente terrível na manhã desta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, deixou 12 pessoas mortas na fronteira entre Bolívia e Mato Grosso do Sul. Uma van com uma família inteira voltou de uma festa de aniversário na cidade boliviana de Arroyo Concepción quando o motorista perdeu o controle e bateu forte em uma árvore na rodovia Bioceânica, entre Puerto Suárez e Puerto Quijarro. O condutor seria um jovem de apenas 14 anos.
A colisão aconteceu por volta das 9h na pista que liga as duas cidades bolivianas, a poucos quilômetros de Corumbá. O impacto foi tão violento que 11 pessoas morreram na hora: sete adultos e cinco crianças presas nas ferragens retorcidas. Corpos ficaram espalhados pela pista e imagens chocaram quem passou pelo local. A 12ª vítima, uma jovem de 19 anos, chegou em estado grave ao pronto-socorro de Corumbá, mas não resistiu.
Quatro sobreviventes foram trazidos para o lado brasileiro para socorro urgente. Três menores chegaram ao hospital de Corumbá: dois adolescentes de 13 anos e uma criança de 11 anos com fratura na perna. O menino de 13 anos tem trauma grave na barriga e pode precisar de cirurgia. Os três devem ir pro CTI por causa da gravidade. Uma quarta, de 3 anos, ainda está na Bolívia e pode ser prejudicada pra cá.
Anderson Oliveira Soares, superintendente de urgência de Corumbá, confirmou que a equipe médica está dando toda atenção aos sobreviventes. Um jovem de 19 anos chegou na pré-parada cardíaca e os médicos lutaram, mas não deu tempo. O Hospital Príncipe de Paz em Puerto Quijarro atendeu os primeiros feridos, mas os casos mais graves vieram pra cá por causa do equipamento.
A van levava a família de Puerto Suárez voltando da festa em Arroyo Concepción, cidadezinha a 100 km da fronteira. Todos eram parentes próximos: tios, primos, irmãos e filhos pequenos. O adolescente de 14 anos no volante não tinha habilitação para dirigir veículo de passageiros. A Polícia Boliviana investiga se foi excesso de velocidade, cansaço ou falta de experiência que causou uma tragédia.
A Rodovia Bioceânica é movimentada por caminhões brasileiros que levam soja e grãos para o Pacífico. Curvas fechadas, falta de acostamento e árvores perto da pista já causaram outros acidentes fatais. Chuva fina na região deixou pista molhada, piorando a aderência dos pneus gastos da van. O veículo era modelo simples, usado para transporte informal na fronteira, sem cintos de segurança em todos os bancos.
Corumbá abriu alas pra receber as vítimas. Equipe do Samu cruzou a ponte internacional em sirene ligada. Hospital Montou ala especial pros feridos e psicólogos atendem famílias de sobreviventes. A Prefeitura decretou luto e vai ajudar com traslado dos corpos. Consulado brasileiro na Bolívia auxilia na identificação e documentação.
Sobreviventes contam que festa foi alegre, com bolo e música, mas volta virou pesadelo. Adolescente no volante era pai próximo, talvez ajudando o pai cansado. Familiares em Puerto Suárez choram na porta do hospital boliviano. Crianças entre mortos tinham entre 4 e 12 anos, segundos relatos iniciais.
Acidente choca pela quantidade de crianças perdidas. Van levava 15 pessoas, lotação acima do normal pra esse tipo de veículo. Falta de fiscalização na fronteira permite vans irregulares levando famílias e trabalhadores. A polícia vai verificar pneus, freios e celulares do motorista para ver distração.
Tragédia lembra outros desastres na Bioceânica. Em 2023, micro-ônibus com 20 brasileiros capotou matando 8. Ano passado, carreta de gado tombou e matou 4. Estrada precisa de duplicação urgente, pedem prefeitos de Corumbá e Puerto Quijarro. Fronteira movimenta comércios e famílias erradas, mas a segurança fica pra depois.
Hospital de Corumbá pede doações de sangue para surpreender sobreviventes. Velório coletivo deve acontecer quinta-feira no lado boliviano. Acidente corta rodovia por horas, criando fila de caminhões brasileiros. A polícia recomenda paciência na volta pra casa.
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