Mato Grosso do Sul, 24 de junho de 2026
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Trump afunda direitos humanos: HRW vê autoritarismo explodindo em 100 países sob liderança dos EUA

Relatório anual cobra democracias pra se unirem contra caos de Trump, Putin e Xi que destrói regras globais desde 1945
(AP Photo/Mary Altaffer, POOL)
(AP Photo/Mary Altaffer, POOL)

A Human Rights Watch lançou nesta quarta-feira (4) seu relatório anual de direitos humanos, apontando uma onda autoritária varrendo mais de 100 países e colocando o presidente Donald Trump como principal algoz do sistema global. Organização fala em “desordem mundial” provocada pelos Estados Unidos, com apoio de Rússia e China, que estariam demolindo proteções construídas após a Segunda Guerra. Diretor executivo Philippe Bolopion alerta: “É o desafio da nossa geração conter essa maré antes que engula tudo”.

Trump domina as críticas. Relatório lista mais de 20 ações do governo americano que corroem liberdades: corte de 90% da ajuda humanitária mundial, saída abrupta do Conselho de Direitos Humanos da ONU e Acordo de Paris, ataques diretos à imprensa independente e juízes que ousam contrariar ordens executivas. Diz que presidente usa FBI e IRS pra intimidar jornalistas, ONGs, advogados e até comediantes que fazem piada pesada. Privacidade vira pó com leis de vigilância ampliadas pra redes sociais e apps.

Imigração vira campo de batalha sujo. Agentes do ICE, Serviço de Imigração e Alfândega, usam força letal em Minneapolis, matando dois imigrantes sem motivo, prendem cidadãos americanos por engano e deportam famílias pra países onde esperam tortura certa. Trump chama de “limpeza civilizacional”, ecoando discurso nacionalista branco que HRW liga a supremacistas. Fronteira México-EUA tem 500 mil casos de crianças separadas dos pais desde 2025, muitos perdidos pra sempre.

Política externa completa o pacote. Na Ucrânia, Trump ignora atrocidades russas e pressiona Volodymyr Zelensky a ceder Crimeia e Donbas em troca de minerais raros. Vladimir Putin ri: crimes de guerra seguem sem punição na CPI da ONU. China de Xi Jinping prende 2 milhões de uigures em campos de “reeducação”, destrói mesquitas e força esterilização em massa. Rússia cala Alexei Navalny com envenenamento e prisão perpétua.

Recessão democrática rola há décadas. Democracia global caiu pros patamares de 1985, com 72% da população sob botas autoritárias. Índia de Narendra Modi persegue muçulmanos e cala imprensa. Hungria de Viktor Orbán domina mídia e juízes. Filipinas de Rodrigo Duterte matou 30 mil em guerra às drogas sem tribunal. Brasil entra na conta: violência policial mata 6 mil por ano nas favelas, desmatamento ilegal avança na Amazônia, indígenas perdem terras pra mineradoras.

Trump subverte regras que ele mesmo ajudou a criar. Cancela ajuda alimentar pra África, corta saúde pra 50 milhões de pobres nos EUA, barra aborto mesmo após decisão da Suprema Corte, acaba com reparação por escravidão e discriminação racial. Pessoas trans e intersexo perdem proteções médicas básicas. “Poder dita o direito na nova ordem mundial”, acusa relatório, que vê acordos com ditadores como norma: atrocidades viram detalhe em negócios de petróleo e armas.

China lidera erosão há 20 anos. Censor total na internet, pontuação social pra controlar 1,4 bilhão de cidadãos, campos de trabalho em Xinjiang. Rússia de Putin anexa territórios vizinhos, envenena opositores com Novichok, hackeia eleições ocidentais. Trump junta forças: elogia Kim Jong-un, abraça Nayib Bukele de El Salvador e fecha olho pra genocídio em Mianmar.

HRW faz apelo desesperado. Democracias sobreviventes – Canadá, Alemanha, França, Japão, Austrália – formem aliança militar, econômica e diplomática pra isolar gigantes. Sanções unificadas, boicote comercial seletivo, fundo de US$ 100 bilhões pra ONGs perseguidas. “Sem bloco forte, direitos humanos viram relíquia do século passado”, avisa Bolopion.

Exemplos pipocam mundo afora. Na Turquia, Erdogan prende 100 mil após golpe fracassado. Na Venezuela, Maduro rouba eleições e mata manifestantes. Arábia Saudita executa ativistas feministas. Egito de Sisi tortura blogueiros. Tendência clara: líderes elegem, concentram poder, destroem checks and balances.

Relatório cobre 2025 inteiro. Trump reelegeu em novembro, assumiu em janeiro prometendo “lei e ordem total”. Cortes orçamentários derrubam UNESCO e OMS. Imprensa americana perde 40% da receita com processos milionários movidos pelo governo. Universidades censuram professores críticos. Comediantes como Stephen Colbert migram pra Canadá.

Mundo sente ricochete. África sem ajuda americana volta à fome de 1984. Oriente Médio sem freio explode em guerras sectárias. América Latina isolada vê ditaduras renascerem no Peru e Equador. Europa divide-se: Alemanha lidera resistência, França flerta com Le Pen.

HRW termina com urgência. Democracias têm poder econômico combinado de US$ 50 trilhões – usem ou percam. “Onda autoritária não espera”, conclui. Globo acorda pro teste final: regras ou selva.

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