Mato Grosso do Sul, 24 de junho de 2026
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Vereador bolsonarista é preso por ligação com facção criminosa e fornecimento de suporte logístico no Rio de Janeiro

Parlamentar de São João de Meriti é acusado de integrar braço político do Terceiro Comando Puro, oferecendo maquinário e apoio para barricadas e negociando cargos em troca de apoio
Ernane Aleixo
Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Ernane Aleixo Imagem: Reprodução / Redes Sociais

Um novo capítulo na investigação contra o crime organizado na Baixada Fluminense teve desdobramentos com a prisão do vereador Ernane Aleixo (PL), de São João de Meriti. Apontado pela Polícia Civil como integrante do braço político associado ao Terceiro Comando Puro (TCP), facção que controla áreas estratégicas da região, o parlamentar foi capturado durante uma operação que mobilizou forças policiais para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão.

As investigações revelaram que Ernane Aleixo desempenhava papel crucial no apoio logístico da facção, fornecendo material e maquinário — possivelmente pertencente à prefeitura — para a construção de barricadas em pontos estratégicos de Vilar dos Teles. Essas barreiras não apenas impediam a entrada das patrulhas policiais, mas também a passagem de serviços essenciais para a população local, criando um ambiente de controle territorial para o grupo criminoso.

Além do suporte físico para a manutenção desses bloqueios, o vereador negociava, segundo as mensagens interceptadas, a nomeação de cargos públicos em troca de apoio político, configurando uma rede estruturada de favores que integrava interesses eleitorais e financeiros em benefício da facção. A troca de mensagens com membros de alta hierarquia da organização, como Marlon Henrique da Silva, conhecido como “Pagodeiro”, braço direito do líder Geonário Fernandes Pereira Moreno, conhecido como “Genaro”, fortalece a acusação de sua colaboração ativa.

A operação cumpriu oito mandados de prisão e 36 de busca e apreensão, com o vereador entre os detidos. O impacto da prisão de uma figura pública com esse perfil reflete a complexidade da vinculação entre políticos locais e grupos organizados que buscam influenciar territórios por meio do crime e da corrupção. A Polícia Civil continua com as investigações para identificar toda a extensão da rede de apoio político e financeiro que sustenta o braço armado do TCP na Baixada.

Este caso evidencia a necessária vigilância e atuação integrada das forças de segurança e sistema judiciário para combater a infiltração do crime nas instituições democráticas, zelando pela segurança e pelos direitos da população nas áreas afetadas.

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