O Procon de Mato Grosso do Sul ampliou o monitoramento dos preços dos combustíveis em Campo Grande e passou a apresentar um retrato mais detalhado do custo para abastecer na Capital. O novo levantamento abrange 35 postos distribuídos pelas sete regiões administrativas da cidade e identifica, com precisão, onde o consumidor encontra as opções mais econômicas, de acordo com o tipo de combustível e a forma de pagamento.
A ampliação da pesquisa ocorre em um momento de atenção redobrada do consumidor diante das constantes oscilações nos preços praticados nas bombas. Com a nova metodologia, o levantamento deixa de se limitar à simples comparação entre postos e passa a indicar as regiões onde o impacto no bolso pode ser menor ao longo do trajeto diário dos motoristas.
As maiores variações de preços foram registradas nas regiões do Imbirussu e do Bandeira. No Imbirussu, o pagamento no crédito da gasolina comum apresentou uma diferença de até 10,94% entre os postos pesquisados. Já na região do Bandeira, a maior variação foi observada no diesel S10 comum, também no crédito, com índice de 9,58%.
Em contraste, as menores variações apareceram nas regiões do Lagoa e do Segredo. Nesses locais, as compras à vista do diesel S500 comum tiveram oscilações bem menores, de 0,67% e 1,70%, respectivamente, indicando maior uniformidade nos preços praticados.
Uma das principais novidades do levantamento está no cálculo da economia real para o consumidor. O Procon passou a considerar o abastecimento padrão de 50 litros de combustível e comparou o menor valor encontrado em cada região administrativa. Com isso, o motorista consegue estimar quanto pode economizar ao escolher com atenção onde abastecer.
No caso da gasolina comum paga no crédito, a economia pode chegar a R$ 32 na região do Imbirussu. No Bandeira, a diferença pode alcançar R$ 25, enquanto no Prosa chega a R$ 22. No Anhanduizinho, o valor economizado pode ser de até R$ 21. Já nas regiões do Lagoa e do Segredo, a economia estimada é de R$ 20, enquanto no Centro o valor fica em torno de R$ 1,50.
Para quem opta pelo etanol comum no crédito, as diferenças também são significativas. A economia pode chegar a R$ 15,50 na região do Lagoa e a R$ 15 no Segredo. No Bandeira, a diferença é de até R$ 13. No Centro e no Imbirussu, a economia estimada é de R$ 12, enquanto no Anhanduizinho chega a R$ 11. No Prosa, a variação é menor, em torno de R$ 6.
A análise do Procon mostra que a escolha do local para abastecer pode ser feita de forma estratégica, aproveitando deslocamentos já previstos no dia a dia. Mesmo com a instabilidade dos preços, o levantamento oferece um parâmetro prático para que o consumidor decida onde parar o veículo para encher o tanque.
A coleta dos dados foi realizada nos dias 12 e 13 de janeiro de 2026. O levantamento inclui cinco tipos de combustíveis e considera três formas de pagamento. Em cada uma das sete regiões administrativas de Campo Grande, cinco postos foram pesquisados, garantindo uma amostra equilibrada e representativa.
Entre todos os produtos analisados, apenas o GNV manteve estabilidade nos últimos seis meses. O preço médio do metro cúbico segue em R$ 4,62, sem variações significativas no período, o que reforça a previsibilidade para motoristas que utilizam esse tipo de combustível.
O levantamento reforça a importância da pesquisa antes de abastecer e evidencia que diferenças aparentemente pequenas no valor do litro podem representar uma economia considerável ao final do mês, especialmente para quem depende do veículo diariamente em Campo Grande.
Pesquisa Combustíveis (Campo Grande) – Janeiro: https://tinyurl.com/2cw9nteu
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