Mato Grosso do Sul, 23 de julho de 2026
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Câmera escondida em banheiro de escola causa revolta em alunas no Mata do Jacinto em Campo Grande

PM apreende equipamento apontado para boxes femininos na José Maria Hugo Rodrigues após mãe denunciar constrangimento das filhas
Imagem - Ilustrativa
Imagem - Ilustrativa

Policiais militares apreenderam na noite desta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, uma câmera de vigilância instalada dentro do banheiro feminino da Escola Estadual José Maria Hugo Rodrigues, no Bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande. O equipamento, posicionado na rua Hugo Pereira do Vale, mirava diretamente as cabines usadas por alunas do ensino fundamental e médio, gerando denúncia de uma mãe que ouviu a filha falar do flagra constante. A direção da escola alegou instalação em 2016 para segurança, com gravador queimado há seis anos, mas PM preservou a cena para perícia e levou câmera e DVR para delegacia. Conselho Tutelar acompanhou e prometeu relatório ao Ministério Público.

A ocorrência mobilizou o 9º Batalhão de PM por volta das 19h, com isolamento do banheiro e registro de boletim único. Alunas relataram ao BO que mexiam no aparelho por vergonha, mas ele voltava ao foco das boxes. No banheiro masculino, policiais acharam suporte vazio, sugerindo equipamento antigo. A empresa de monitoramento externo negou responsabilidade, cuidando só de câmeras do corredor. Sem flagrante, a polícia instaurou inquérito para descobrir quem instalou, se gravava e onde iam as imagens.

O caso causa revolta em alunas e pais, com a comunidade escolar de 800 alunos cobrando direção e Secretaria de Educação.

Mãe denuncia câmera no banheiro e alunas confirmam constrangimento diário nos boxes

A denúncia partiu de uma mãe de família do Mata do Jacinto, bairro operário. A filha, aluna do 9º ano, contou em casa que notou a câmera pequena, tipo olho de peixe, fixada no teto acima das pias, virada para as três cabines. Colegas mexiam no ângulo com vassoura, mas na manhã seguinte o foco voltava para os boxes. “Minha menina de 14 anos não queria mais ir ao banheiro da escola”, desabafou a mulher ao acionar a PM.

Policiais chegaram às 19h30 e confirmaram o equipamento ativo, com cabo ligado à energia e fio até DVR na portaria. A direção, representada pela coordenadora pedagógica, disse que a câmera monitorava furtos de material escolar em 2016, mas gravador deu curto após temporal e nunca voltou. Agentes testaram o aparelho sem sucesso, mas sem ferramentas periciais decidiram apreender tudo. Alunas do ensino médio relataram uso há meses, evitando o banheiro ou cobrindo com mochila.

O Conselho Tutelar isolou menores de 18 anos para depoimento protegido, enquanto pais lotaram portão pedindo câmeras lacradas.

Direção alega segurança mas empresa nega instalação do equipamento suspeito

A escola, com 30 anos de história no bairro, tem 12 câmeras externas mantidas por empresa privada de vigilância 24 horas. A firma negou qualquer instalação interna, limitando-se a corredores e portão principal com acesso remoto à direção. A câmera do banheiro, modelo genérico chinês de R$ 80, ligava direto na tomada sem senha conhecida, sugerindo uso local ou pen drive escondido.

Peritos do Instituto de Criminalística devem analisar memória interna e cabo de rede para checar gravações salvas. Suporte no banheiro masculino indica tentativa similar para meninos, mas sem aparelho atual. A Secretaria Municipal de Educação suspendeu aulas no banheiro afetado, mandando alunas para unidade vizinha. Pais cobram demissão da direção e varredura em todas as escolas públicas do bairro. Investigação mira zelador, professor ou funcionário terceirizado com acesso à fiação elétrica.

Revolta de alunas e pais explode com caso que expõe falha grave de segurança escolar

A descoberta da câmera causa revolta em alunas e pais, que organizam protesto para sexta-feira em frente à escola. Meninas de 12 a 17 anos choram o trauma de se sentirem espionadas meses a fio, algumas evitando educação física por medo de trocar de roupa. Mães do bairro, maioria trabalhadoras informais, ameaçam retirar filhas das aulas até laudo pericial limpo.

Conselho Tutelar notificou direção para explicar instalação irregular e comunicou Ministério Público, que pode abrir ação por violação de privacidade. Grupos de WhatsApp de pais viralizam fotos do banheiro isolado, exigindo punição exemplar. Secretaria de Educação marca reunião de emergência com a comunidade, prometendo inspeção em 50 escolas da rede municipal.

O bairro Mata do Jacinto, com 15 mil moradores de metalúrgicos e pequenos comerciantes, cobra fim de câmeras internas em qualquer banheiro escolar. Caso pode virar precedente judicial contra monitoramento invasivo em prédios públicos.

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