Mato Grosso do Sul, 14 de julho de 2026
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Espanha atropela a França, confirma favoritismo e garante vaga na grande final da Copa do Mundo

Seleção espanhola domina a semifinal do início ao fim, neutraliza o ataque francês, vence por 2 a 0 em Dallas e agora aguarda o vencedor de Inglaterra e Argentina para decidir o título mundial
Digne faz pênalti em Yamal em França x Espanha (Foto: CHARLY TRIBALLEAU / AFP)
Digne faz pênalti em Yamal em França x Espanha (Foto: CHARLY TRIBALLEAU / AFP)

A Espanha confirmou sua excelente campanha na Copa do Mundo e carimbou o passaporte para a grande decisão da competição ao derrotar a França por 2 a 0, na noite desta terça-feira (14), no AT&T Stadium, em Dallas. Com uma atuação segura, organizada e eficiente nos dois lados do campo, a equipe comandada por Luis de la Fuente controlou praticamente toda a partida, anulou o forte sistema ofensivo francês e garantiu presença em mais uma final mundial.

Os gols da vitória foram marcados por Mikel Oyarzabal, em cobrança de pênalti ainda na primeira etapa, e pelo lateral Pedro Porro, que ampliou o placar no segundo tempo após uma bela troca de passes da equipe espanhola. O resultado refletiu o amplo domínio da Espanha durante os 90 minutos, tanto na posse de bola quanto na criação das principais oportunidades.

Antes do confronto, a expectativa era de um duelo equilibrado entre duas das seleções mais fortes da competição. De um lado, a França chegava embalada pelo talento de Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise. Do outro, a Espanha apostava em um futebol coletivo, intenso e baseado na troca rápida de passes. Dentro de campo, porém, a superioridade espanhola ficou evidente desde os primeiros minutos.

A equipe espanhola assumiu o controle da posse de bola logo após o apito inicial e passou a pressionar a saída francesa, dificultando a construção das jogadas ofensivas do adversário. O meio-campo formado por Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo comandou as ações, enquanto Lamine Yamal e Oyarzabal exploravam constantemente os espaços deixados pela defesa francesa.

A França tentou responder apostando na velocidade de seus atacantes e nas arrancadas de Mbappé, mas encontrou enormes dificuldades para romper a consistente marcação espanhola. A linha defensiva da Roja funcionou com precisão durante praticamente toda a partida, limitando as finalizações e impedindo que os franceses conseguissem desenvolver seu jogo.

A superioridade espanhola foi premiada aos 21 minutos da etapa inicial. Em uma jogada construída pelo lado esquerdo, Lucas Digne tentou afastar a bola dentro da área, mas acabou atingindo Lamine Yamal. Após a marcação do pênalti, Mikel Oyarzabal assumiu a responsabilidade da cobrança e bateu com tranquilidade no canto esquerdo do goleiro Mike Maignan, colocando a Espanha em vantagem.

O gol aumentou ainda mais a confiança dos espanhóis, que continuaram pressionando e mantendo a França acuada em seu campo defensivo. Pouco depois, os franceses sofreram outro problema importante. O zagueiro William Saliba voltou a sentir dores nas costas e precisou deixar o gramado ainda no primeiro tempo. Em seu lugar entrou Maxence Lacroix, mudança que acabou influenciando diretamente no restante da partida.

Sem um de seus principais defensores, a equipe francesa passou a oferecer ainda mais espaços para a movimentação ofensiva da Espanha. Lamine Yamal, Dani Olmo e Fabián Ruiz criaram diversas oportunidades antes do intervalo, obrigando a defesa adversária a trabalhar constantemente para evitar um placar ainda maior.

Na volta para o segundo tempo, o técnico Didier Deschamps promoveu alterações na tentativa de aumentar o poder ofensivo da equipe francesa. Manu Koné entrou no meio-campo, enquanto Désiré Doué também foi acionado para dar mais velocidade ao ataque. Apesar das mudanças, a Espanha manteve o controle absoluto da partida.

O segundo gol veio aos 12 minutos da etapa final. Pedro Porro iniciou uma tabela com Dani Olmo, avançou livre pela direita e apareceu completamente desmarcado dentro da área após falha de posicionamento da defesa francesa. Com tranquilidade, o lateral finalizou na saída de Maignan e ampliou a vantagem espanhola para 2 a 0.

O lance evidenciou mais uma vez os problemas defensivos da França. Maxence Lacroix acompanhou apenas a trajetória da bola e não percebeu a infiltração de Pedro Porro, que recebeu sem qualquer marcação para finalizar com precisão.

Mesmo em desvantagem, a França tentou reagir nos minutos seguintes. Deschamps lançou Rayan Cherki e Theo Hernández em campo buscando aumentar a presença ofensiva, mas a seleção espanhola permaneceu extremamente organizada defensivamente.

A melhor oportunidade francesa surgiu apenas na reta final do confronto. Mbappé recebeu lançamento em velocidade, obrigando Unai Simón a deixar o gol para interceptar a jogada. Na sequência, Désiré Doué ficou com a sobra diante da meta praticamente vazia, mas finalizou fraco. O goleiro espanhol conseguiu retornar rapidamente e realizou uma defesa decisiva, evitando qualquer possibilidade de reação francesa.

Enquanto a França desperdiçava sua principal chance, a Espanha administrava o resultado com inteligência. A equipe manteve a posse de bola, reduziu o ritmo da partida e praticamente não sofreu ameaças até o apito final.

Individualmente, Pedro Porro foi um dos grandes destaques da semifinal. Além de marcar o segundo gol da classificação, o lateral apresentou excelente desempenho defensivo, anulando praticamente todas as investidas pelo seu setor e participando ativamente da construção das jogadas ofensivas.

Mikel Oyarzabal também teve atuação segura, convertendo o pênalti com categoria e contribuindo intensamente na movimentação ofensiva durante todo o confronto. Dani Olmo comandou o meio-campo espanhol com muita qualidade, distribuindo passes, controlando o ritmo do jogo e participando diretamente da criação das principais oportunidades da equipe.

Pelo lado francês, a atuação ficou abaixo das expectativas. Mbappé encontrou dificuldades para superar a marcação espanhola, Dembélé teve pouca participação e Lacroix acabou sendo um dos personagens negativos da partida ao falhar no posicionamento que originou o segundo gol da Espanha.

Com a vitória, a seleção espanhola confirma sua condição de uma das equipes mais consistentes do Mundial e chega à decisão embalada por uma campanha marcada por equilíbrio defensivo, qualidade técnica e eficiência ofensiva.

Agora, a Espanha aguarda o vencedor da outra semifinal entre Inglaterra e Argentina, confronto marcado para esta quarta-feira (15), para conhecer seu adversário na grande decisão da Copa do Mundo, que será disputada no domingo (19). Já a França buscará encerrar sua participação com o terceiro lugar, em partida prevista para sábado (18).

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