A noite de terça-feira (11) terminou em tragédia no bairro Parque do Sol, em Campo Grande. Marco Aurélio de Oliveira, de 47 anos, foi assassinado com três disparos de arma de fogo, dois no rosto e um nas costas, em uma praça localizada na Rua Manoel Macedo Falcão, esquina com a Rua Durando Pereira. O crime ocorreu por volta das 19h30, nas proximidades de um campo de futebol, e mobilizou equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil.
Segundo informações apuradas no local, a vítima estava em frente a uma padaria quando foi surpreendida pelo autor dos disparos. Testemunhas relataram que ouviram os tiros e, ao saírem para verificar o que havia acontecido, encontraram Marco Aurélio caído, com ferimentos graves e sangramento intenso. Moradores acionaram o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) e tentaram prestar os primeiros socorros, mas o homem não resistiu aos ferimentos antes mesmo da chegada da equipe de resgate.
De acordo com o registro policial, quando os militares chegaram, a vítima ainda apresentava sinais vitais. O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou procedimentos de reanimação, porém o óbito foi confirmado no local. O corpo foi recolhido e encaminhado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para exame necroscópico.
Durante as diligências iniciais, uma prima da vítima contou que Marco Aurélio havia se envolvido em uma briga na sexta-feira anterior, quando esfaqueou um homem durante uma discussão. A testemunha acredita que o homicídio possa ter sido uma retaliação ao ocorrido, mas afirmou não saber quem seria a pessoa ferida naquele episódio. Essa versão passou a ser considerada pela Polícia Civil como uma das principais linhas de investigação.
O local foi isolado para o trabalho da perícia criminal, que recolheu projéteis e outros vestígios que possam ajudar a identificar o autor dos disparos. Policiais civis acompanharam a perícia e registraram o caso como homicídio simples na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol (Centro Especializado de Polícia Integrada).
Marco Aurélio era morador do bairro Jardim Noroeste e natural de Campo Grande. Ainda não há confirmação sobre o tipo de arma usada no crime nem se o atirador agiu sozinho ou com apoio de comparsas. A Polícia Civil busca imagens de câmeras de segurança próximas à praça e ouve testemunhas que estavam na região no momento dos disparos.
As investigações seguem para esclarecer as circunstâncias exatas do homicídio, identificar o autor e confirmar se a motivação está relacionada à briga anterior. O caso gerou preocupação entre moradores do Parque do Sol, que relataram insegurança com a presença frequente de conflitos e consumo de álcool em áreas públicas do bairro.
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