Mato Grosso do Sul, 23 de julho de 2026
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Operação apreende mais de mil tênis falsificados e interdita loja no centro de Campo Grande

Fiscalização identifica produtos ilegais, aponta riscos à saúde dos consumidores e reforça combate ao comércio irregular no centro da Capital
Imagens -  Kleber Clajus
Imagens - Kleber Clajus

Uma operação de fiscalização resultou na apreensão de mais de mil pares de tênis com indícios de falsificação em Campo Grande, após denúncias que levaram equipes do Procon Mato Grosso do Sul até um estabelecimento localizado na área central. A ação ocorreu na terça-feira e terminou com a interdição temporária da loja, diante de uma série de irregularidades consideradas graves.

Durante a vistoria, os fiscais constataram que o comércio operava com alvará vencido e sem documentação que comprovasse a origem dos produtos vendidos. Além disso, os calçados estavam expostos sem informações obrigatórias, como identificação do fabricante, numeração adequada e dados técnicos mínimos, o que por si só já caracteriza infração às normas de proteção ao consumidor.

O que mais chamou a atenção, no entanto, foi a presença de indícios claros de falsificação. Os produtos imitavam marcas conhecidas, reproduzindo logotipos, modelos e acabamentos com aparência semelhante aos originais. Essa prática, além de ilegal, cria um cenário de risco direto ao consumidor, que muitas vezes adquire o produto acreditando estar comprando um item legítimo.

Ao todo, foram apreendidos 1.232 pares de tênis, entre modelos adultos e infantis. O volume elevado reforça que não se tratava de uma situação isolada, mas de um comércio estruturado baseado na venda de mercadorias de procedência duvidosa.

Além das questões legais, especialistas alertam que o uso de produtos falsificados pode trazer sérios riscos à saúde. No caso dos calçados, a ausência de controle de qualidade pode resultar em materiais inadequados, com uso de colas, tintas e componentes químicos sem certificação. Esses materiais podem provocar alergias na pele, irritações, infecções e até problemas respiratórios em casos mais sensíveis.

Outro ponto de preocupação está na estrutura dos calçados. Diferentemente dos produtos originais, que passam por testes de ergonomia e conforto, os falsificados não seguem padrões técnicos. Isso pode causar dores nos pés, bolhas, lesões musculares e até problemas ortopédicos, principalmente em crianças, cujo desenvolvimento físico ainda está em fase de formação.

A falta de suporte adequado, amortecimento e estabilidade pode afetar diretamente a postura e a forma de caminhar, aumentando o risco de torções, quedas e desgaste precoce das articulações. Em longo prazo, o uso contínuo de calçados inadequados pode gerar complicações que exigem acompanhamento médico.

No caso infantil, os riscos são ainda maiores. Crianças utilizam calçados por períodos prolongados e em atividades intensas, como brincadeiras e práticas escolares. Um produto sem qualidade pode comprometer o desenvolvimento dos pés, além de aumentar a vulnerabilidade a acidentes.

Diante das irregularidades, os agentes determinaram a suspensão imediata das atividades da loja. O estabelecimento terá prazo para apresentar defesa administrativa, enquanto os produtos apreendidos serão encaminhados à Receita Federal do Brasil, responsável por dar continuidade às medidas legais cabíveis.

A operação reforça a importância da fiscalização contínua e do combate ao comércio ilegal, que prejudica tanto a economia formal quanto a segurança do consumidor. Produtos falsificados não passam por controle sanitário, não possuem garantia e não oferecem qualquer tipo de respaldo ao comprador em caso de defeitos ou danos.

As autoridades orientam que o consumidor fique atento a sinais que podem indicar irregularidades, como preços muito abaixo do mercado, ausência de nota fiscal, embalagens improvisadas e falta de informações claras sobre o produto. Esses fatores são indicativos comuns de mercadorias ilegais.

O consumidor também tem papel fundamental nesse processo. Denúncias podem ser realizadas por telefone, aplicativos ou plataformas digitais, inclusive de forma anônima, desde que haja informações suficientes para identificação do local e da prática irregular.

A fiscalização deve continuar em diferentes regiões da cidade, com o objetivo de coibir práticas ilegais e garantir que os produtos comercializados atendam aos padrões mínimos de qualidade, segurança e transparência exigidos pela legislação brasileira.

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