Mato Grosso do Sul, 23 de julho de 2026
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Suspeito de matar agiota a facadas é preso e investigação aponta crime motivado por dívida

Joacir Vicente Ortiz Junior é acusado de assassinar Manoel Andrade Leite em escritório usado para empréstimos informais em Rio Brilhante
Manoel Andrade Leite, o Netinho, assassinado no dia 22 de novembro (Foto: Reprodução)
Manoel Andrade Leite, o Netinho, assassinado no dia 22 de novembro (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil de Rio Brilhante prendeu Joacir Vicente Ortiz Junior, considerado o principal suspeito de matar Manoel Andrade Leite, conhecido como Netinho, em um crime marcado por violência, contradições e motivação financeira. A investigação indica que o assassinato ocorreu no interior do escritório da vítima, onde ela realizava empréstimos informais, e que a dívida de R$ 7.800 pode ter sido o estopim para a execução.

A prisão ocorreu após dias de apuração minuciosa, que envolveu análise de imagens, coleta de depoimentos, perícia no local do crime e rastreamento de deslocamentos feitos pelo suspeito. Segundo a polícia, Joacir esteve no escritório na manhã do assassinato, entrando e saindo em um intervalo compatível com o horário estimado da morte de Netinho. O cenário encontrado pelos investigadores não deixou margem para dúvidas sobre a violência do ataque, revelado por manchas de sangue espalhadas pelo local e pela faca abandonada sobre a pia do banheiro.

As contradições apresentadas por Joacir ao longo das investigações chamaram atenção das equipes. Em um primeiro relato, ele afirmou ter empurrado a porta do escritório e não ter visto sangue ou o corpo da vítima. No entanto, a extensão do derramamento de sangue e a posição em que Netinho foi encontrado apontaram que seria impossível que alguém entrasse no ambiente sem perceber os sinais evidentes de violência.

A polícia também apurou que, minutos após deixar o local, o suspeito enviou uma mensagem ao celular de Netinho pedindo dinheiro emprestado. A estratégia é tratada pelos investigadores como uma tentativa de criar um álibi, simulando que não sabia da morte da vítima e que buscava contato com ela normalmente.

Outro ponto que reforçou as suspeitas foram os vestígios de sangue encontrados na picape utilizada por Joacir e no bicicletário onde ele permaneceu por alguns instantes após o crime. A perícia recolheu amostras que serão submetidas a exames complementares.

Durante as buscas na residência do investigado, localizada no bairro Catulino Rodrigues, os policiais apreenderam documentos, aparelhos eletrônicos e objetos que podem ajudar a esclarecer a dinâmica do crime. Entre os materiais analisados está uma nota promissória de R$ 7.800 emitida em nome de Joacir, valor que a vítima cobrava há algum tempo e que teria gerado tensão crescente entre ambos.

O mandado de prisão foi expedido após a polícia reunir elementos considerados suficientes para indicar o envolvimento do suspeito no homicídio. A quebra do sigilo telefônico de Joacir e a análise de arquivos armazenados em celulares e computadores apreendidos fazem parte da próxima etapa da investigação, que busca confirmar a motivação, identificar eventuais cúmplices e reconstituir a sequência completa dos fatos.

O caso mobilizou a comunidade de Rio Brilhante e gerou forte repercussão local, especialmente pela natureza violenta do crime e pelas circunstâncias que envolvem a relação financeira entre os dois homens. A polícia mantém as diligências em andamento para aprofundar os detalhes do assassinato e esclarecer completamente o que levou ao ataque fatal dentro do escritório.

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